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Comportamentos de risco numa amostra de toxicodependentes inseridos em Programa de Manutenção Opiácia, portadores do VIH/SIDA

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Resumo:A infecção pelo VIH/SIDA é uma doença grave que, nos dias de hoje, continua a progredir entre a população mundial. Portugal é o país da Europa Ocidental com mais casos de VIH por milhão de habitantes. De todos os casos VIH/SiDA notificados em Portugal, cerca de 50% resultam da contaminação através da toxicodependência. Os comportamentos de risco estão na base da transmissão do vírus entre os toxicodependentes, principalmente, devido à partilha de material de injecção contaminado e relações sexuais desprotegidas. Todavia, verifica-se que mesmo sem consumos activos de drogas, muitos toxicodependentes em tratamento, seropositivos, continuam a incorrer em comportamentos que põem em risco a sua saúde - re-infectando-se pelo VIH e infectando-se com outras doenças sexualmente transmissíveis - mas também expondo outras pessoas à infecção pelo VIH. A presente investigação procura avaliar os comportamentos de risco numa amostra de doentes toxicodependentes em tratamento, seropositivos, inseridos em programa de manutenção opiácea (metadona e buprenorfina). Para o efeito são usados o Questionário de Comportamentos de Risco, instrumento construído pelo autor, e a Escala de Risco Suicidário de J. Stork. Todos os sujeitos, da amostra, apresentam comportamentos de risco e a larga maioria deles (80%) obteve elevados valores na escala de risco suicidário. Conclui-se que os comportamentos de risco, nestes doentes, estão associados a uma forte tendência de suicídio. Contudo, aqueles que apresentam valores normais na escala de suicídio (20% dos sujeitos) e que mantêm igualmente comportamentos de risco, usam determinados mecanismos de defesa mentais que os impossibilitam de cuidarem de si e protegerem os outros da contaminação pelo VIH. O apoio psicológico é desejável para todos os sujeitos seropositivos, toxicodependentes em tratamento, que apresentam comportamentos de risco.
Autores principais:Inácio, Luís Manuel Dias do Nascimento
Assunto:Toxicomania Programa SIDA VIH Percepção de risco Instrumento Toxicomania Program AIDS HIV Risk perception Instruments
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A infecção pelo VIH/SIDA é uma doença grave que, nos dias de hoje, continua a progredir entre a população mundial. Portugal é o país da Europa Ocidental com mais casos de VIH por milhão de habitantes. De todos os casos VIH/SiDA notificados em Portugal, cerca de 50% resultam da contaminação através da toxicodependência. Os comportamentos de risco estão na base da transmissão do vírus entre os toxicodependentes, principalmente, devido à partilha de material de injecção contaminado e relações sexuais desprotegidas. Todavia, verifica-se que mesmo sem consumos activos de drogas, muitos toxicodependentes em tratamento, seropositivos, continuam a incorrer em comportamentos que põem em risco a sua saúde - re-infectando-se pelo VIH e infectando-se com outras doenças sexualmente transmissíveis - mas também expondo outras pessoas à infecção pelo VIH. A presente investigação procura avaliar os comportamentos de risco numa amostra de doentes toxicodependentes em tratamento, seropositivos, inseridos em programa de manutenção opiácea (metadona e buprenorfina). Para o efeito são usados o Questionário de Comportamentos de Risco, instrumento construído pelo autor, e a Escala de Risco Suicidário de J. Stork. Todos os sujeitos, da amostra, apresentam comportamentos de risco e a larga maioria deles (80%) obteve elevados valores na escala de risco suicidário. Conclui-se que os comportamentos de risco, nestes doentes, estão associados a uma forte tendência de suicídio. Contudo, aqueles que apresentam valores normais na escala de suicídio (20% dos sujeitos) e que mantêm igualmente comportamentos de risco, usam determinados mecanismos de defesa mentais que os impossibilitam de cuidarem de si e protegerem os outros da contaminação pelo VIH. O apoio psicológico é desejável para todos os sujeitos seropositivos, toxicodependentes em tratamento, que apresentam comportamentos de risco.