Publicação
Saúde mental, estratégias de coping e adaptação académica: Uma investigação com estudantes universitários do segundo ano de Viseu
| Resumo: | Transição e mudança são factores recorrentes na vida dos indivíduos, mas podem ser associadas com experiências perturbadoras, resultando em efeitos adversos sobre a saúde física e psicológica. As formas de mudança variam, mas têm como denominador comum a descontinuidade dos padrões de vida, que pode ser caracterizada como perda ou ganho. Um evento que pode ser avaliado como ameaçador é a transição para a universidade. O presente estudo exploratório realizado com uma amostra de 401 jovens universitários de ambos os sexos que cursavam o segundo ano das diferentes licenciaturas das três instituições superiores da cidade de Viseu, teve como objectivo geral, contribuir para a compreensão das estratégias e dos factores que levam à adaptação do jovem à universidade, e do impacto deste processo na saúde mental do estudante, considerando as implicações de algumas variáveis que caracterizaram a amostra, como o sexo, a escolha do curso, o estatuto de mobilidade e a área de estudos. Para tal, utilizou-se um protocolo de investigação composto por uma Caracterização Sócio-Demográfica, e três questionários: o Questionário de Vivências Académicas -QVA (Almeida & Ferreira, 1997), o Mental Health Inventory - MHI (Pais-Ribeiro, 2000) e a Escala Toulousiana de Coping - ETC (Esparbès, Sordes-Ader & Tap, 1993). Os resultados demonstraram que as estratégias de coping mais utilizadas são o Controle e o Suporte Social, com prevalência desta última no sexo feminino, mas os valores obtidos na estratégia de Retraimento apresentaram diferenças significativas quando se comparou a opção do curso e o estatuto de mobilidade. Quanto à saúde mental do grupo estudado, o sexo masculino apresentou vantagens em todas as dimensões avaliadas. No que tange à adaptação académica, as raparigas mostraram-se mais adaptadas ao curso do que os rapazes, bem como demonstraram maior capacidade na gestão do tempo e na organização do estudo, além de apresentarem mais necessidade de apoio familiar, enquanto os rapazes revelaram mais auto-confiança e maior envolvimento em actividades extracurriculares. |
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| Autores principais: | Costa, Etã Sobal Paranhos |
| Assunto: | Psicologia da saúde Estratégias de coping Estudantes universitários Universidade Saúde mental Instrumentos Suporte social Health psychology Coping University students College Mental health Social support |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Transição e mudança são factores recorrentes na vida dos indivíduos, mas podem ser associadas com experiências perturbadoras, resultando em efeitos adversos sobre a saúde física e psicológica. As formas de mudança variam, mas têm como denominador comum a descontinuidade dos padrões de vida, que pode ser caracterizada como perda ou ganho. Um evento que pode ser avaliado como ameaçador é a transição para a universidade. O presente estudo exploratório realizado com uma amostra de 401 jovens universitários de ambos os sexos que cursavam o segundo ano das diferentes licenciaturas das três instituições superiores da cidade de Viseu, teve como objectivo geral, contribuir para a compreensão das estratégias e dos factores que levam à adaptação do jovem à universidade, e do impacto deste processo na saúde mental do estudante, considerando as implicações de algumas variáveis que caracterizaram a amostra, como o sexo, a escolha do curso, o estatuto de mobilidade e a área de estudos. Para tal, utilizou-se um protocolo de investigação composto por uma Caracterização Sócio-Demográfica, e três questionários: o Questionário de Vivências Académicas -QVA (Almeida & Ferreira, 1997), o Mental Health Inventory - MHI (Pais-Ribeiro, 2000) e a Escala Toulousiana de Coping - ETC (Esparbès, Sordes-Ader & Tap, 1993). Os resultados demonstraram que as estratégias de coping mais utilizadas são o Controle e o Suporte Social, com prevalência desta última no sexo feminino, mas os valores obtidos na estratégia de Retraimento apresentaram diferenças significativas quando se comparou a opção do curso e o estatuto de mobilidade. Quanto à saúde mental do grupo estudado, o sexo masculino apresentou vantagens em todas as dimensões avaliadas. No que tange à adaptação académica, as raparigas mostraram-se mais adaptadas ao curso do que os rapazes, bem como demonstraram maior capacidade na gestão do tempo e na organização do estudo, além de apresentarem mais necessidade de apoio familiar, enquanto os rapazes revelaram mais auto-confiança e maior envolvimento em actividades extracurriculares. |
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