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Deficiência mental e sexualidade: Perspectivas e atitudes num centro ocupacional e de formação e inserção profissional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No presente estudo procurou-se conhecer a perspectiva que as pessoas com deficiência mental têm face a dez dimensões da sua sexualidade e compará-la com a perspectiva de tutores e técnicos, procurando perceber se estes os conhecem e compreendem. Dada a importância que tutores e técnicos têm para o desenvolvimento afectivo sexual das pessoas com deficiência mental pretendese igualmente conhecer as suas atitudes face a 8 dimensões da sexualidade na deficiência mental na sua globalidade e comparar os 2 grupos para saber se existem diferenças significativas. Os participantes dividem-se por 3 grupos: o grupo 1 é constituído por 43 pessoas com deficiência mental, de nível ligeiro e moderado, com idade superior a 23 anos, utentes de um Centro Ocupacional e de Formação e Inserção Profissional. O grupo 2 é constituído por 11 técnicos que os acompanham diariamente. O grupo 3 é constituído por 8 tutores. Foram utilizados 2 instrumentos para a recolha de dados: O “questionário sobre a Sexualidade na dimensão biopsicoafectivosocial”, foi criado e desenvolvido por Furtado & Morato (2001); e “The Attitudes to Sexuality Questionnaire” (Individuals with an Intellectual Disability), “ASQID”, desenvolvido a partir de instrumentos anteriormente utilizados em estudos desta área por Cuskelly & Bryde (2004). Os resultados deste estudo indicam que a maioria dos participantes com deficiência mental têm uma imagem positiva da sua sexualidade nas suas diversas dimensões. Os técnicos e os tutores têm igualmente uma imagem positiva dessa sexualidade mas apresentam um considerável grau de desconhecimento. As atitudes de tutores e técnicos são ambas positivas face à sexualidade na deficiência mental não se encontrando diferenças significativas entre os grupos apesar de uma ligeira tendência mais liberal dos técnicos. Após análise dos resultados concluímos que existe a necessidade da implementação de programas de educação sexual adaptados a cada pessoa. O facto do grupo de participantes ser reduzido limita as conclusões deste estudo.
Autores principais:Calé, Kaljenka
Assunto:Deficiência mental Sexualidade Atitudes Mental disabilities Sexuality Attitudes
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:No presente estudo procurou-se conhecer a perspectiva que as pessoas com deficiência mental têm face a dez dimensões da sua sexualidade e compará-la com a perspectiva de tutores e técnicos, procurando perceber se estes os conhecem e compreendem. Dada a importância que tutores e técnicos têm para o desenvolvimento afectivo sexual das pessoas com deficiência mental pretendese igualmente conhecer as suas atitudes face a 8 dimensões da sexualidade na deficiência mental na sua globalidade e comparar os 2 grupos para saber se existem diferenças significativas. Os participantes dividem-se por 3 grupos: o grupo 1 é constituído por 43 pessoas com deficiência mental, de nível ligeiro e moderado, com idade superior a 23 anos, utentes de um Centro Ocupacional e de Formação e Inserção Profissional. O grupo 2 é constituído por 11 técnicos que os acompanham diariamente. O grupo 3 é constituído por 8 tutores. Foram utilizados 2 instrumentos para a recolha de dados: O “questionário sobre a Sexualidade na dimensão biopsicoafectivosocial”, foi criado e desenvolvido por Furtado & Morato (2001); e “The Attitudes to Sexuality Questionnaire” (Individuals with an Intellectual Disability), “ASQID”, desenvolvido a partir de instrumentos anteriormente utilizados em estudos desta área por Cuskelly & Bryde (2004). Os resultados deste estudo indicam que a maioria dos participantes com deficiência mental têm uma imagem positiva da sua sexualidade nas suas diversas dimensões. Os técnicos e os tutores têm igualmente uma imagem positiva dessa sexualidade mas apresentam um considerável grau de desconhecimento. As atitudes de tutores e técnicos são ambas positivas face à sexualidade na deficiência mental não se encontrando diferenças significativas entre os grupos apesar de uma ligeira tendência mais liberal dos técnicos. Após análise dos resultados concluímos que existe a necessidade da implementação de programas de educação sexual adaptados a cada pessoa. O facto do grupo de participantes ser reduzido limita as conclusões deste estudo.