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As experiências de inclusão de famílias de alunos com medidas adicionais em pré-escolar e 1º ciclo

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Resumo:A inclusão educativa constitui, atualmente, um dos maiores desafios e compromissos das escolas, ao procurar assegurar a equidade, a participação e o direito à aprendizagem de todas as crianças. No contexto português, o Decreto-Lei n.º 54/2018 veio consolidar um paradigma de educação inclusiva, promovendo a colaboração entre a escola e a família e salientando medidas que respondem à diversidade dos alunos. Contudo, a forma como estas medidas são vivenciadas pelas famílias permanece pouco explorada, sobretudo relativamente a crianças com medidas adicionais no Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico. O presente estudo teve como objetivo compreender as experiências das famílias no processo de inclusão escolar, analisando as suas perceções acerca da participação no percurso educativo dos filhos, das práticas de inclusão e dos desafios enfrentados. Assim sendo, foi adotada uma metodologia qualitativa, realizando uma entrevista semi-estruturada a 30 famílias (nove do Pré-Escolar e 21 do 1.º Ciclo). Os dados foram sujeitos à análise de conteúdo de Bardin (2013), organizada em categorias e subcategorias que refletiram as dimensões centrais da investigação. Os resultados enfatizaram quatro aspetos principais: (1) a valorização da inclusão como um direito essencial, associado à equidade, ao sentimento de pertença e à valorização da diversidade; (2) a insuficiência de recursos e as dificuldades na comunicação escola – família; (3) a participação parental limitada em processos de decisão; e (4) a necessidade de práticas pedagógicas flexíveis e de uma relação colaborativa com os docentes. Em suma, este estudo reforça a relevância da voz das famílias na construção de uma escola verdadeiramente inclusiva. Valorizar as suas perspetivas permite não apenas compreender os obstáculos ainda presentes, mas também identificar caminhos que promovam práticas pedagógicas mais equitativas, colaborativas e centradas nas necessidades reais dos alunos. Assim, reforça-se a necessidade de transformar o quadro legislativo em práticas consistentes no quotidiano escolar, assegurando a todas as crianças oportunidades efetivas de participação, de aprendizagem e de desenvolvimento.
Autores principais:Carvalho, Patricia Brito
Assunto:Inclusão escolar Educação inclusiva Família Participação Pré- Escolar 1.º Ciclo School inclusion Inclusive education Family Participation Preschool 1st Cycle
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A inclusão educativa constitui, atualmente, um dos maiores desafios e compromissos das escolas, ao procurar assegurar a equidade, a participação e o direito à aprendizagem de todas as crianças. No contexto português, o Decreto-Lei n.º 54/2018 veio consolidar um paradigma de educação inclusiva, promovendo a colaboração entre a escola e a família e salientando medidas que respondem à diversidade dos alunos. Contudo, a forma como estas medidas são vivenciadas pelas famílias permanece pouco explorada, sobretudo relativamente a crianças com medidas adicionais no Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico. O presente estudo teve como objetivo compreender as experiências das famílias no processo de inclusão escolar, analisando as suas perceções acerca da participação no percurso educativo dos filhos, das práticas de inclusão e dos desafios enfrentados. Assim sendo, foi adotada uma metodologia qualitativa, realizando uma entrevista semi-estruturada a 30 famílias (nove do Pré-Escolar e 21 do 1.º Ciclo). Os dados foram sujeitos à análise de conteúdo de Bardin (2013), organizada em categorias e subcategorias que refletiram as dimensões centrais da investigação. Os resultados enfatizaram quatro aspetos principais: (1) a valorização da inclusão como um direito essencial, associado à equidade, ao sentimento de pertença e à valorização da diversidade; (2) a insuficiência de recursos e as dificuldades na comunicação escola – família; (3) a participação parental limitada em processos de decisão; e (4) a necessidade de práticas pedagógicas flexíveis e de uma relação colaborativa com os docentes. Em suma, este estudo reforça a relevância da voz das famílias na construção de uma escola verdadeiramente inclusiva. Valorizar as suas perspetivas permite não apenas compreender os obstáculos ainda presentes, mas também identificar caminhos que promovam práticas pedagógicas mais equitativas, colaborativas e centradas nas necessidades reais dos alunos. Assim, reforça-se a necessidade de transformar o quadro legislativo em práticas consistentes no quotidiano escolar, assegurando a todas as crianças oportunidades efetivas de participação, de aprendizagem e de desenvolvimento.