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O efeito do rótulo de doença mental (BPD) numa testemunha nas perceções de jurados simulados numa audiência de julgamento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na última década têm-se realizado estudos com o intuito de compreender qual o impacto da presença de um rótulo de doença mental (DM) em indivíduos que participam em audiências de julgamento (e.g., réu, vítima, testemunha) nas perceções de jurados simulados. No presente estudo os participantes (N = 127) foram instruídos para formular julgamentos, com base em vinhetas que descreviam um caso de abuso sexual, sobre o depoimento de uma testemunha com perturbação de personalidade borderline (BPD), nomeadamente sobre a sua competência, fiabilidade e credibilidade, assim como sobre a sua perceção do grau de culpa do réu, grau de consentimento e validade da queixa da vítima e interpretação do crime cometido. Os participantes completaram também uma escala de atitudes perante a doença mental (APWMI) e um questionário de familiaridade com a mesma. Os resultados não evidenciaram nenhuma influência do rótulo de BPD nas variáveis anteriormente referidas. Estes dados sugerem que os participantes deste estudo possuem atitudes menos estigmatizantes para com sujeitos com DM, contudo podem não ser representativos da população geral, sendo necessário aprofundar a literatura sobre esta temática.
Autores principais:Durão, Ana Sofia Cunha
Assunto:Doença mental Perturbação de personalidade borderline Estigma Audiência de julgamento Perceções Mental illness Borderline personality disorder Stigma Trial Perceptions
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Na última década têm-se realizado estudos com o intuito de compreender qual o impacto da presença de um rótulo de doença mental (DM) em indivíduos que participam em audiências de julgamento (e.g., réu, vítima, testemunha) nas perceções de jurados simulados. No presente estudo os participantes (N = 127) foram instruídos para formular julgamentos, com base em vinhetas que descreviam um caso de abuso sexual, sobre o depoimento de uma testemunha com perturbação de personalidade borderline (BPD), nomeadamente sobre a sua competência, fiabilidade e credibilidade, assim como sobre a sua perceção do grau de culpa do réu, grau de consentimento e validade da queixa da vítima e interpretação do crime cometido. Os participantes completaram também uma escala de atitudes perante a doença mental (APWMI) e um questionário de familiaridade com a mesma. Os resultados não evidenciaram nenhuma influência do rótulo de BPD nas variáveis anteriormente referidas. Estes dados sugerem que os participantes deste estudo possuem atitudes menos estigmatizantes para com sujeitos com DM, contudo podem não ser representativos da população geral, sendo necessário aprofundar a literatura sobre esta temática.