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Impacto da adaptação à doença no cuidador informal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: O objetivo do estudo foca-se na melhor compreensão sobre a adaptação dos cuidadores informais à doença do seu familiar e como esta adaptação influenciará a sobrecarga e a qualidade de vida destes cuidadores. Métodos: Este estudo tem um desenho transversal, tendo um único momento de recolha. A recolha dos dados foi realizada através de um questionário online destinado à população de cuidadores informais/familiares de doentes oncológicos. Foram aplicadas as seguintes escalas: Escala de ajustamento mental ao cancro de um familiar (EAMC-F), Escala de Sobrecarga (ZBI-12) e Índice de bem-estar OMS (cinco) (WHO-5). Resultados: Foram incluídos noventa e cinco cuidadores informais de doentes oncológicos. Formaram-se dois grupos de cuidadores, os cuidadores atuais com cinquenta participantes e o grupo de ex-cuidadores com quarenta e cinco participantes. A maior parte dos cuidadores eram mulheres (86,3%) sendo estas na sua maioria filhas/os e pais/mães (27,4 % e 28,4% respetivamente). Existe uma prevalência no recurso a estilos de coping de “espírito de luta” e “preocupação ansiosa/revolta” em ambos os grupos. O grupo de cuidadores atuais, apresenta em média um elevado nível de sobrecarga, comparativamente, com o grupo de ex-cuidadores. Por fim, os índices de bem-estar revelam que o grupo de cuidadores atuais, apresentam em média um valor de 12 pontos considerando-se um valor baixo. Por outro lado, os ex-cuidadores apresentam em média um valor de 14 pontos. Conclusões: Verificou-se que as estratégias mais recorridas pelos cuidadores (atuais e ex-cuidadores) foram estratégias de “espírito de luta”, revelando preocupação e tentativa de adaptação positiva e ainda comprometimento com a prestação de cuidados, e por outro lado, estratégias de “preocupação ansiosa/revolta”, estando associado à sobrecarga emocional que é imposta nesta função e por consequência ao peso da doença. O recurso a estas estratégias, vai de encontro com os elevados níveis de sobrecarga sentidas, no caso dos cuidadores atuais, e sobrecarga média, nos ex-cuidadores. Por consequência da notável sobrecarga, os índices de bem-estar encontram-se prejudicados, sendo notório nos cuidadores atuais, estes índices estão bem baixos, no entanto, apesar de os ex-cuidadores apresentarem índices de bem-estar superiores aos dos cuidadores atuais, não se revelam significativamente superiores.
Autores principais:Gonçalves, Ana Filipa Correia
Assunto:Cuidador Informal Adaptação à doença Sobrecarga Índice de bem-estar Informal Caregiver Adapting to illness Burden Well-being Index
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Objetivo: O objetivo do estudo foca-se na melhor compreensão sobre a adaptação dos cuidadores informais à doença do seu familiar e como esta adaptação influenciará a sobrecarga e a qualidade de vida destes cuidadores. Métodos: Este estudo tem um desenho transversal, tendo um único momento de recolha. A recolha dos dados foi realizada através de um questionário online destinado à população de cuidadores informais/familiares de doentes oncológicos. Foram aplicadas as seguintes escalas: Escala de ajustamento mental ao cancro de um familiar (EAMC-F), Escala de Sobrecarga (ZBI-12) e Índice de bem-estar OMS (cinco) (WHO-5). Resultados: Foram incluídos noventa e cinco cuidadores informais de doentes oncológicos. Formaram-se dois grupos de cuidadores, os cuidadores atuais com cinquenta participantes e o grupo de ex-cuidadores com quarenta e cinco participantes. A maior parte dos cuidadores eram mulheres (86,3%) sendo estas na sua maioria filhas/os e pais/mães (27,4 % e 28,4% respetivamente). Existe uma prevalência no recurso a estilos de coping de “espírito de luta” e “preocupação ansiosa/revolta” em ambos os grupos. O grupo de cuidadores atuais, apresenta em média um elevado nível de sobrecarga, comparativamente, com o grupo de ex-cuidadores. Por fim, os índices de bem-estar revelam que o grupo de cuidadores atuais, apresentam em média um valor de 12 pontos considerando-se um valor baixo. Por outro lado, os ex-cuidadores apresentam em média um valor de 14 pontos. Conclusões: Verificou-se que as estratégias mais recorridas pelos cuidadores (atuais e ex-cuidadores) foram estratégias de “espírito de luta”, revelando preocupação e tentativa de adaptação positiva e ainda comprometimento com a prestação de cuidados, e por outro lado, estratégias de “preocupação ansiosa/revolta”, estando associado à sobrecarga emocional que é imposta nesta função e por consequência ao peso da doença. O recurso a estas estratégias, vai de encontro com os elevados níveis de sobrecarga sentidas, no caso dos cuidadores atuais, e sobrecarga média, nos ex-cuidadores. Por consequência da notável sobrecarga, os índices de bem-estar encontram-se prejudicados, sendo notório nos cuidadores atuais, estes índices estão bem baixos, no entanto, apesar de os ex-cuidadores apresentarem índices de bem-estar superiores aos dos cuidadores atuais, não se revelam significativamente superiores.