Publicação
O Impacto da supervisão parental e da vinculação afetiva enquanto moderadores na relação entre polivitimização e Delinquência Juvenil
| Resumo: | As experiências de vitimização durante a infância e a adolescência têm um grande impacto no desenvolvimento do indivíduo e na sua conduta. A exposição à violência é mais propícia no período da infância, uma vez que as crianças têm uma estrutura frágil e encontram-se dependentes de outros. Por outro lado, a literatura demonstra que os adolescentes que tenham sido vítimas de crimes, nomeadamente maus tratos, furto, roubo à mão armada, crimes de ódio, cyberbullying e furto dirigido a si, apresentam uma probabilidade superior de delinquir. Contudo, como defendido por vários autores, a família tem um papel importante na dissuasão da conduta delinquente nos jovens, através de uma adequada supervisão parental e do estabelecimento de vinculação afetiva. O presente estudo procura averiguar se a supervisão parental e a vinculação afetiva têm um efeito moderador na relação entre a polivitimização e a delinquência juvenil, bem como qual destas variáveis tem maior força protetora nesta relação. Neste estudo, onde é contemplado dados recolhidos no âmbito do ISRD 3 em Portugal, existem 2315 adolescentes (1103 rapazes e 1212 raparigas), que frequentavam do 7º ao 12º ano de escolaridade. Neste âmbito, foi utilizado um instrumento de autorrelato, o ISRD3, para aceder a polivitimização, delinquência juvenil, supervisão parental e vinculação afetiva. Os resultados demonstram a existência de um efeito moderador estatisticamente significativo na relação entre a polivitimização e a delinquência juvenil, por parte da supervisão parental e da vinculação afetiva. Apesar de ambas as variáveis terem um efeito moderador e de a sua força diminuir quando aumentam as experiências de vitimização, a vinculação afetiva demonstrar ter uma menor força protetora. Por sua vez, a supervisão parental demonstra ser o fator protetor com maior impacto na relação entre a polivitimização e a delinquência. |
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| Autores principais: | Santos, Inês Sofia Saramago dos |
| Assunto: | Polivitimização Delinquência juvenil Supervisão parental Vinculação afetiva Moderação Força protetora ISRD3 Polyvictimization Juvenile delinquency Parental supervision Affective bonding Moderation Protective force |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | As experiências de vitimização durante a infância e a adolescência têm um grande impacto no desenvolvimento do indivíduo e na sua conduta. A exposição à violência é mais propícia no período da infância, uma vez que as crianças têm uma estrutura frágil e encontram-se dependentes de outros. Por outro lado, a literatura demonstra que os adolescentes que tenham sido vítimas de crimes, nomeadamente maus tratos, furto, roubo à mão armada, crimes de ódio, cyberbullying e furto dirigido a si, apresentam uma probabilidade superior de delinquir. Contudo, como defendido por vários autores, a família tem um papel importante na dissuasão da conduta delinquente nos jovens, através de uma adequada supervisão parental e do estabelecimento de vinculação afetiva. O presente estudo procura averiguar se a supervisão parental e a vinculação afetiva têm um efeito moderador na relação entre a polivitimização e a delinquência juvenil, bem como qual destas variáveis tem maior força protetora nesta relação. Neste estudo, onde é contemplado dados recolhidos no âmbito do ISRD 3 em Portugal, existem 2315 adolescentes (1103 rapazes e 1212 raparigas), que frequentavam do 7º ao 12º ano de escolaridade. Neste âmbito, foi utilizado um instrumento de autorrelato, o ISRD3, para aceder a polivitimização, delinquência juvenil, supervisão parental e vinculação afetiva. Os resultados demonstram a existência de um efeito moderador estatisticamente significativo na relação entre a polivitimização e a delinquência juvenil, por parte da supervisão parental e da vinculação afetiva. Apesar de ambas as variáveis terem um efeito moderador e de a sua força diminuir quando aumentam as experiências de vitimização, a vinculação afetiva demonstrar ter uma menor força protetora. Por sua vez, a supervisão parental demonstra ser o fator protetor com maior impacto na relação entre a polivitimização e a delinquência. |
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