Publicação
Da destrutividade à violência: O papel da experiência traumática no continnum dinâmico
| Resumo: | A violência, agora como sempre, continua a preencher os conteúdos dos meios de comunicação e a suscitar variadas discussões no seio da sociedade. No âmbito da psicanálise, ao longo do tempo, o tema foi conhecendo várias aproximações em virtude quer dos desenvolvimentos da própria teoria, quer das posições pessoais dos vários autores. No nosso entender, é já altura para que o tema conheça uma nova conceptualização. Essa ambição passa, invariavelmente, pela (re)actualização da teoria instintivo-pulsional, fazendo não só jus à proposição do antagonismo pulsões de vida - pulsões de morte, mas atribuindo também à energia do Ego um papel preponderante no jogo de forças da vida psíquica humana. Neste modelo de entendimento, a tendência operante global e soberana das pulsões de morte é a destrutividade. É desta que, directa ou indirectamente, deriva a violência: ao serviço da destruição inata da espécie ou da conservação essencial do indivíduo. No processo dinâmico em causa, a experiência traumática assume um papel determinante no continuum de derivação e emergência da violência, enquanto manifestação na realidade concreta. Para sustentar a nossa tese, neste trabalho recorremos à apresentação, exploração e discussão de um caso real – um caso limite, no seu desfecho – e percorreremos os caminhos do psiquismo para por aí perscrutarmos as inscrições quer genéticas, quer histórico-biográficas da violência, no intuito de assim podermos compreender o quanto esta dimensão matriz do ser humano, quando dinamizada pela experiência traumática, encontra no presente não só expressão para um passado individual, mas também para uma herança colectiva de destrutividade. |
|---|---|
| Autores principais: | Anjos, Pedro Miguel Rodrigues |
| Assunto: | Destrutividade Violência Experiência traumática Vida Morte Destructiveness Violence Traumatic Experience Life Death |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A violência, agora como sempre, continua a preencher os conteúdos dos meios de comunicação e a suscitar variadas discussões no seio da sociedade. No âmbito da psicanálise, ao longo do tempo, o tema foi conhecendo várias aproximações em virtude quer dos desenvolvimentos da própria teoria, quer das posições pessoais dos vários autores. No nosso entender, é já altura para que o tema conheça uma nova conceptualização. Essa ambição passa, invariavelmente, pela (re)actualização da teoria instintivo-pulsional, fazendo não só jus à proposição do antagonismo pulsões de vida - pulsões de morte, mas atribuindo também à energia do Ego um papel preponderante no jogo de forças da vida psíquica humana. Neste modelo de entendimento, a tendência operante global e soberana das pulsões de morte é a destrutividade. É desta que, directa ou indirectamente, deriva a violência: ao serviço da destruição inata da espécie ou da conservação essencial do indivíduo. No processo dinâmico em causa, a experiência traumática assume um papel determinante no continuum de derivação e emergência da violência, enquanto manifestação na realidade concreta. Para sustentar a nossa tese, neste trabalho recorremos à apresentação, exploração e discussão de um caso real – um caso limite, no seu desfecho – e percorreremos os caminhos do psiquismo para por aí perscrutarmos as inscrições quer genéticas, quer histórico-biográficas da violência, no intuito de assim podermos compreender o quanto esta dimensão matriz do ser humano, quando dinamizada pela experiência traumática, encontra no presente não só expressão para um passado individual, mas também para uma herança colectiva de destrutividade. |
|---|