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Dyadic coping e comunicação conjugal: Estudo comparativo de casais com e sem cancro

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Resumo:O objetivo deste estudo é compreender se o dyadic coping (DC) e a comunicação conjugal diferem consoante a presença ou ausência de cancro e analisar as diferenças face ao género. As evidências dos estudos até então realizados têm-se focado nas estratégias de coping ou na comunicação conjugal de casais com cancro, com ênfase no cônjuge doente, sendo o género e as suas diferenças pouco estudadas. A amostra é constituída por 240 indivíduos (N=240), ou seja, 120 casais, entre os quais 47 com cancro (39.2%) e 73 sem cancro (60.8%). Foram utilizados os instrumentos quantitativos Dyadic Coping Inventory (DCI) (Bodenmann, 2008) e Marital Communication Questionnaire (MCQ) (Bodenmann, 2000). Verificou-se que apenas nos casais com cancro existem diferenças significativas entre géneros, nomeadamente quanto à variável DC negativo parceiro, sendo superior nos homens (Mm=12.3404; Mf=10.8085). Quando comparados, os casais sem cancro apresentam níveis mais elevados de comunicação do stress pelo parceiro (Ms/cancro=13.9726; Mcancro=12.8723), DC negativo pelo próprio (Ms/cancro=16.3562; Mcancro=11.4149), DC negativo pelo parceiro (Ms/cancro=15.6301; Mcancro=11.5745) e DC conjunto centrado na emoção (Ms/cancro=6.9862; Mcancro=6.2553); e os casais com cancro registam níveis mais elevados de comunicação conjugal negativa (Mcancro=22.8191; Ms/cancro=20.000). Quanto aos cônjuges cuidadores, nos casais com cancro, não se verificam diferenças significativas entre géneros. Por fim, embora não se tenham verificado diferenças significativas entre casais com e sem cancro quanto à satisfação com o DC conjunto (Mcancro=7.3936; Ms/cancro=7.5274) e à percepção da comunicação conjugal conjunta (Mcancro=7.6170; Ms/cancro=7.7329), as duas variáveis encontram-se significativamente correlacionadas, e de forma positiva (r cancro=.670; r s/cancro=.677). Os resultados deste estudo revelam-se, ao nível da intervenção psico-oncológica, importantes ferramentas quer ao nível de intervenções individuais, como de casal e de grupo, onde são enaltecidos paciente e cuidador.
Autores principais:Costa, Stéphanie Isabelle Coelho
Assunto:Dyadic coping Comunicação conjugal Casal Casal com cancro Cancro Marital communication Couple Couple with cancer Cancer
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O objetivo deste estudo é compreender se o dyadic coping (DC) e a comunicação conjugal diferem consoante a presença ou ausência de cancro e analisar as diferenças face ao género. As evidências dos estudos até então realizados têm-se focado nas estratégias de coping ou na comunicação conjugal de casais com cancro, com ênfase no cônjuge doente, sendo o género e as suas diferenças pouco estudadas. A amostra é constituída por 240 indivíduos (N=240), ou seja, 120 casais, entre os quais 47 com cancro (39.2%) e 73 sem cancro (60.8%). Foram utilizados os instrumentos quantitativos Dyadic Coping Inventory (DCI) (Bodenmann, 2008) e Marital Communication Questionnaire (MCQ) (Bodenmann, 2000). Verificou-se que apenas nos casais com cancro existem diferenças significativas entre géneros, nomeadamente quanto à variável DC negativo parceiro, sendo superior nos homens (Mm=12.3404; Mf=10.8085). Quando comparados, os casais sem cancro apresentam níveis mais elevados de comunicação do stress pelo parceiro (Ms/cancro=13.9726; Mcancro=12.8723), DC negativo pelo próprio (Ms/cancro=16.3562; Mcancro=11.4149), DC negativo pelo parceiro (Ms/cancro=15.6301; Mcancro=11.5745) e DC conjunto centrado na emoção (Ms/cancro=6.9862; Mcancro=6.2553); e os casais com cancro registam níveis mais elevados de comunicação conjugal negativa (Mcancro=22.8191; Ms/cancro=20.000). Quanto aos cônjuges cuidadores, nos casais com cancro, não se verificam diferenças significativas entre géneros. Por fim, embora não se tenham verificado diferenças significativas entre casais com e sem cancro quanto à satisfação com o DC conjunto (Mcancro=7.3936; Ms/cancro=7.5274) e à percepção da comunicação conjugal conjunta (Mcancro=7.6170; Ms/cancro=7.7329), as duas variáveis encontram-se significativamente correlacionadas, e de forma positiva (r cancro=.670; r s/cancro=.677). Os resultados deste estudo revelam-se, ao nível da intervenção psico-oncológica, importantes ferramentas quer ao nível de intervenções individuais, como de casal e de grupo, onde são enaltecidos paciente e cuidador.