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Microagressões e ambivalência da experiência pós-migratória de refugiados sírios em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Como resposta à crise migratória intensificada em 2015, Portugal acolheu pessoas em situação de refúgio de diferentes países, nomeadamente, nacionais sírios em fuga da guerra civil. As pessoas refugiadas estão expostas a diversos desafios e stressores diários, incluindo microagressões, durante o período pós-migratório passíveis de gerar sofrimento psicológico significativo. O presente estudo qualitativo explorou a exposição a microagressões e impacto na saúde mental de 39 refugiados sírios a viver em Portugal. Através de análise temática foi possível identificar: a) experiências negativas, que incluíram microagressões e desafios de integração; b) experiências positivas, promotoras de crescimento pessoal e profissional); e c) experiências de dualidade de crise de identidade devido à ambiguidade de sentimento de pertença e de identidade cultural dos participantes. Os resultados sugerem que, apesar do impacto negativo das microagressões na saúde mental dos refugiados, o apoio social e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional permitiram mitigar e relativizar as experiências negativas. Os resultados sugerem a necessidade de promover oportunidade de inclusão que fomentem sentimento de pertença das comunidades recém-chegadas aos países de acolhimento.
Autores principais:Fernandes, Maria Inês Gomes Queirós
Assunto:Microagressões Determinantes sociais de saúde mental Refugiados Intervenção comunitária Ajustamento psicológico Microaggressions Social determinants of mental health Refugees Community intervention Psychological adjustment
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Como resposta à crise migratória intensificada em 2015, Portugal acolheu pessoas em situação de refúgio de diferentes países, nomeadamente, nacionais sírios em fuga da guerra civil. As pessoas refugiadas estão expostas a diversos desafios e stressores diários, incluindo microagressões, durante o período pós-migratório passíveis de gerar sofrimento psicológico significativo. O presente estudo qualitativo explorou a exposição a microagressões e impacto na saúde mental de 39 refugiados sírios a viver em Portugal. Através de análise temática foi possível identificar: a) experiências negativas, que incluíram microagressões e desafios de integração; b) experiências positivas, promotoras de crescimento pessoal e profissional); e c) experiências de dualidade de crise de identidade devido à ambiguidade de sentimento de pertença e de identidade cultural dos participantes. Os resultados sugerem que, apesar do impacto negativo das microagressões na saúde mental dos refugiados, o apoio social e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional permitiram mitigar e relativizar as experiências negativas. Os resultados sugerem a necessidade de promover oportunidade de inclusão que fomentem sentimento de pertença das comunidades recém-chegadas aos países de acolhimento.