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As relações da vitimização na adolescência em meio escolar com a qualidade da vinculação e as práticas parentais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A adolescência é uma fase do desenvolvimento que acarreta grandes transformações sendo portanto, pertinente investigar de que forma a família pode influenciar a maneira como os adolescentes se posicionam nas relações interpessoais e os comportamentos que apresentam em grupo. Neste sentido, torna-se interessante analisar, de forma mais concreta, de que maneira o fenómeno da Vitimização pode ser influenciado pela qualidade de vinculação e das práticas parentais. Pretendeu-se comparar a vitimização entre os três grupos de adolescentes (Vitimizados Não-Agressivos, Vitimizados Agressivos e Grupo de Controlo) e também compreender se existiam diferenças entre sexo para cada uma das variáveis em estudo. Fizeram parte do estudo 521 adolescentes, com idade média de 14 anos, que frequentavam predominantemente o 8° ano de escolaridade de duas escolas na zona da grande Lisboa. Os instrumentos utilizados foram o KSS (Kerns Security Scale), ECP - Extended Class Play e o CRPR-Q (Child Rearing Practices Report-Questionnaire). Os resultados obtidos indicam que os adolescentes Vitimizados Agressivos e Não-Agressivos são percebidos pelos seus pares como mais excluídos e tímidos/retirados do que os do Grupo de Controlo. Também se verificou que os adolescentes Vitimizados Agressivos e Não-Agressivos diferem do Grupo de Controlo relativamente à segurança da vinculação, quer ao pai quer à mãe, apresentando valores mais baixos nesta dimensão. Por último, os jovens Vitimizados Agressivos mostram tendencialmente uma maior percepção de restritividade nas práticas parentais exercidas por parte do pai. Estes resultados mostram a importância de se perceber melhor a influências da família nas dificuldades de ajustamento dos jovens.
Autores principais:Mariano, Sandra Daniela Caseiro
Assunto:Qualidade de vinculação Adolescência Práticas parentais Vitimização Quality of attachment Adolescence Parenting practices Victimization
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A adolescência é uma fase do desenvolvimento que acarreta grandes transformações sendo portanto, pertinente investigar de que forma a família pode influenciar a maneira como os adolescentes se posicionam nas relações interpessoais e os comportamentos que apresentam em grupo. Neste sentido, torna-se interessante analisar, de forma mais concreta, de que maneira o fenómeno da Vitimização pode ser influenciado pela qualidade de vinculação e das práticas parentais. Pretendeu-se comparar a vitimização entre os três grupos de adolescentes (Vitimizados Não-Agressivos, Vitimizados Agressivos e Grupo de Controlo) e também compreender se existiam diferenças entre sexo para cada uma das variáveis em estudo. Fizeram parte do estudo 521 adolescentes, com idade média de 14 anos, que frequentavam predominantemente o 8° ano de escolaridade de duas escolas na zona da grande Lisboa. Os instrumentos utilizados foram o KSS (Kerns Security Scale), ECP - Extended Class Play e o CRPR-Q (Child Rearing Practices Report-Questionnaire). Os resultados obtidos indicam que os adolescentes Vitimizados Agressivos e Não-Agressivos são percebidos pelos seus pares como mais excluídos e tímidos/retirados do que os do Grupo de Controlo. Também se verificou que os adolescentes Vitimizados Agressivos e Não-Agressivos diferem do Grupo de Controlo relativamente à segurança da vinculação, quer ao pai quer à mãe, apresentando valores mais baixos nesta dimensão. Por último, os jovens Vitimizados Agressivos mostram tendencialmente uma maior percepção de restritividade nas práticas parentais exercidas por parte do pai. Estes resultados mostram a importância de se perceber melhor a influências da família nas dificuldades de ajustamento dos jovens.