Publicação
Técnica mista
| Resumo: | A autora começa por descrever a “técnica mista”, indicando o tipo de doentes para os quais lhe vê as principais aplicações. Faz em seguida uma rápida revisão: da concepção de Jean Bergeret sobre a classificação das psicoterapias (de orientação analítica ou não); dos conceitos de transferência e contra-transferência (revisitando Freud, Klein e Bion, entre outros); finalmente da técnica psicodramática. Para a autora, a expansão da mente – consequente ao crescimento afectivo e cognitivo do indivíduo, e dificilmente concebível num processo terapêutico, se a evolução e interpretação da transferência e resistência, bem como a análise da contra-transferência, não forem continuamente trabalhadas. Elabora em seguida sobre o material clínico, dado por uma jovem em sessões psicodramáticas e individuais, nas quais vivia uma ansiedade de morte, desimbricada da esperança de viver. A paciente sofrendo de psicose, despia-se de toda a significação humana, ficando ligada a uma espécie de objecto primário. Esta paciente fazia uma transferência tão maciça sobre os terapeutas, que se não utilizássemos os instrumentos que nos são dados através da técnica e teoria psicanalíticas, para através da dramatização compreender os movimentos transferenciais, para interpretar, dominar e dar sentido às reacções contra-transferenciais, dificilmente conceberíamos a acção terapêutica. |
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| Autores principais: | Vicente, Luisa Branco |
| Assunto: | Técnica mista transferência e contra- transferência Mixed technique transference and counter- transference |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A autora começa por descrever a “técnica mista”, indicando o tipo de doentes para os quais lhe vê as principais aplicações. Faz em seguida uma rápida revisão: da concepção de Jean Bergeret sobre a classificação das psicoterapias (de orientação analítica ou não); dos conceitos de transferência e contra-transferência (revisitando Freud, Klein e Bion, entre outros); finalmente da técnica psicodramática. Para a autora, a expansão da mente – consequente ao crescimento afectivo e cognitivo do indivíduo, e dificilmente concebível num processo terapêutico, se a evolução e interpretação da transferência e resistência, bem como a análise da contra-transferência, não forem continuamente trabalhadas. Elabora em seguida sobre o material clínico, dado por uma jovem em sessões psicodramáticas e individuais, nas quais vivia uma ansiedade de morte, desimbricada da esperança de viver. A paciente sofrendo de psicose, despia-se de toda a significação humana, ficando ligada a uma espécie de objecto primário. Esta paciente fazia uma transferência tão maciça sobre os terapeutas, que se não utilizássemos os instrumentos que nos são dados através da técnica e teoria psicanalíticas, para através da dramatização compreender os movimentos transferenciais, para interpretar, dominar e dar sentido às reacções contra-transferenciais, dificilmente conceberíamos a acção terapêutica. |
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