Publicação
(In)disponibilidade emocional dos pais regulação emocional e qualidade de vida em adolescentes
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo explorar a perceção dos filhos relacionada com a (in)disponibilidade emocional dos pais e a compreensão associada ao uso das estratégias de regulação emocional em jovens adolescentes, com resultados associados à multidimensionalidade subjetiva da qualidade de vida relacionada com a saúde, e em diferentes contextos. Considerando que o estudo sobre a qualidade de vida juvenil relacionada com a saúde e o afeto positivo carece de maior estudo e investigação. Especificamente pretendeu-se compreender se a regulação emocional ajuda a explicar a associação entre a (in)disponibilidade emocional dos pais percebida pelos filhos e a sua qualidade de vida para a saúde. Participaram neste estudo 202 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, a frequentar o 3º ciclo do ensino regular. Estes responderam às seguintes escalas de autorrelato: Lum Emotional Availability of Parents (LEAP), Emotion Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA) e Kidscreen-27. Verificou-se que, as raparigas apresentam mais supressão expressiva em casa comparativamente aos rapazes. Os filhos de pais casados/união de facto, suprimem menos as suas emoções em casa e apresentam melhor qualidade de vida comparativamente aos filhos de pais divorciados/separados. As raparigas apresentam menos perceção de disponibilidade emocional dos pais comparativamente aos rapazes, e estes apresentam mais qualidade de vida para a saúde do que as raparigas. Verificou-se ainda que, não existem diferenças na regulação emocional em função do contexto. Finalmente, os resultados indicaram que a disponibilidade emocional percebida se associa positivamente a uma melhor qualidade de vida relacionada com a saúde. Além disso, verificou-se que a supressão expressiva (no contexto familiar) e a reavaliação cognitiva (no contexto escolar) mediaram parcialmente essa associação. Estes resultados têm implicações importantes tanto para a prática quanto para a investigação, destacando a importância da disponibilidade emocional dos pais e o papel da regulação emocional na melhoria da qualidade de vida relacionada à saúde dos adolescentes. |
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| Autores principais: | Simão, Sofia Alexandra Pereira |
| Assunto: | Regulação emocional (In)Disponibilidade emocional dos pais Qualidade de vida Jovens adolescentes Emotional regulation Parents' emotional (Un)availability Quality of life Young adolescents |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo teve como objetivo explorar a perceção dos filhos relacionada com a (in)disponibilidade emocional dos pais e a compreensão associada ao uso das estratégias de regulação emocional em jovens adolescentes, com resultados associados à multidimensionalidade subjetiva da qualidade de vida relacionada com a saúde, e em diferentes contextos. Considerando que o estudo sobre a qualidade de vida juvenil relacionada com a saúde e o afeto positivo carece de maior estudo e investigação. Especificamente pretendeu-se compreender se a regulação emocional ajuda a explicar a associação entre a (in)disponibilidade emocional dos pais percebida pelos filhos e a sua qualidade de vida para a saúde. Participaram neste estudo 202 adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, a frequentar o 3º ciclo do ensino regular. Estes responderam às seguintes escalas de autorrelato: Lum Emotional Availability of Parents (LEAP), Emotion Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA) e Kidscreen-27. Verificou-se que, as raparigas apresentam mais supressão expressiva em casa comparativamente aos rapazes. Os filhos de pais casados/união de facto, suprimem menos as suas emoções em casa e apresentam melhor qualidade de vida comparativamente aos filhos de pais divorciados/separados. As raparigas apresentam menos perceção de disponibilidade emocional dos pais comparativamente aos rapazes, e estes apresentam mais qualidade de vida para a saúde do que as raparigas. Verificou-se ainda que, não existem diferenças na regulação emocional em função do contexto. Finalmente, os resultados indicaram que a disponibilidade emocional percebida se associa positivamente a uma melhor qualidade de vida relacionada com a saúde. Além disso, verificou-se que a supressão expressiva (no contexto familiar) e a reavaliação cognitiva (no contexto escolar) mediaram parcialmente essa associação. Estes resultados têm implicações importantes tanto para a prática quanto para a investigação, destacando a importância da disponibilidade emocional dos pais e o papel da regulação emocional na melhoria da qualidade de vida relacionada à saúde dos adolescentes. |
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