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Representação mental no desenho de crianças cegas: Estudo de três casos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O nosso estudo pretende perceber se as crianças cegas têm capacidade de representação mental pelo desenho, tal como as crianças normo-visuais, através de um estudo de três casos de crianças cegas: uma criança com cegueira adquirida de doze anos; uma criança com cegueira congénita de onze anos; e uma criança também com cegueira congénita de sete anos de idade. Para avaliar estas capacidades de representação mental utilizou-se como principal instrumento o desenho. Os desenhos foram realizados em três fases distintas, onde foram pedidos vários desenhos. A capacidade de representação mental correcta pelo desenho de um dado objecto foi avaliada consoante o número de detalhes identificativos presentes no desenho desse mesmo objecto. Concluiu-se que somente as duas crianças mais velhas (cegueira adquirida e congénita) demonstraram ter capacidade de representação mental através dos desenhos pedidos, tal como as crianças normo-visuais.
Autores principais:Santos, Filipa Campos Mateiro
Assunto:Representação mental Desenho Crianças cegas Cegueira congénita e adquirida Mental representation Drawing Blind children Congenital and acquired blindness
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O nosso estudo pretende perceber se as crianças cegas têm capacidade de representação mental pelo desenho, tal como as crianças normo-visuais, através de um estudo de três casos de crianças cegas: uma criança com cegueira adquirida de doze anos; uma criança com cegueira congénita de onze anos; e uma criança também com cegueira congénita de sete anos de idade. Para avaliar estas capacidades de representação mental utilizou-se como principal instrumento o desenho. Os desenhos foram realizados em três fases distintas, onde foram pedidos vários desenhos. A capacidade de representação mental correcta pelo desenho de um dado objecto foi avaliada consoante o número de detalhes identificativos presentes no desenho desse mesmo objecto. Concluiu-se que somente as duas crianças mais velhas (cegueira adquirida e congénita) demonstraram ter capacidade de representação mental através dos desenhos pedidos, tal como as crianças normo-visuais.