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Amor e criação : a universalidade das cartas portuguesas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Soror Mariana Alcoforado, a famosa “freira portuguesa”, é a suposta autora de um conjunto de cartas, escritas em francês, publicadas em 1669, em Paris, com o título Lettres portugaises traduites en français. Essa autoria, porém, tem sido posta em questão. A sua atribuição ao editor francês Guilleragues foi, durante uma série de anos, tida como segura. Indagações mais recentes, embora sem quaisquer certezas apuradas, desaconselham tal atribuição, tendo sido quase definitivamente abandonada a hipótese daquela autoria masculina. Daí que, mito ou realidade, as Cartas Portuguesas continuem a ser vistas e pensadas como parte da literatura portuguesa seiscentista e, nesse contexto, têm sido lidas, estudadas e reescritas ao longo dos tempos, contribuindo indubitavelmente para a noção romântica de um amor sem limites. As Cartas Portuguesas, escritas por um eu que se confessa, desvendam estados de alma perante um sentido desengano e uma profunda dor da ausência do ser amado, essência de um drama passional tão caro à Literatura Portuguesa. O interesse e o sucesso intemporal da obra Lettres Portugaises, tanto junto do público em geral, como dos inúmeros estudiosos que sobre ela se debruçaram, remetem-nos para a importância da temática veiculada: a capacidade de amar. A dissertação tem por objectivo apresentar uma leitura da obra Cartas Portuguesas considerando-as um documento humano, literário e de confissão, testemunhando e relacionando-as com aquilo a que denominamos “necessidade e importância de contar”, motor da escrita epistolográfica e, paralelamente, impulsionadora de um (re)encontro com o eu interior.
Autores principais:Santos, Mónica Alexandra de Jesus
Assunto:Lettres portugaises Soror Mariana Alcoforado Amor Criação Importância de contar Love Creation Importance of telling
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Soror Mariana Alcoforado, a famosa “freira portuguesa”, é a suposta autora de um conjunto de cartas, escritas em francês, publicadas em 1669, em Paris, com o título Lettres portugaises traduites en français. Essa autoria, porém, tem sido posta em questão. A sua atribuição ao editor francês Guilleragues foi, durante uma série de anos, tida como segura. Indagações mais recentes, embora sem quaisquer certezas apuradas, desaconselham tal atribuição, tendo sido quase definitivamente abandonada a hipótese daquela autoria masculina. Daí que, mito ou realidade, as Cartas Portuguesas continuem a ser vistas e pensadas como parte da literatura portuguesa seiscentista e, nesse contexto, têm sido lidas, estudadas e reescritas ao longo dos tempos, contribuindo indubitavelmente para a noção romântica de um amor sem limites. As Cartas Portuguesas, escritas por um eu que se confessa, desvendam estados de alma perante um sentido desengano e uma profunda dor da ausência do ser amado, essência de um drama passional tão caro à Literatura Portuguesa. O interesse e o sucesso intemporal da obra Lettres Portugaises, tanto junto do público em geral, como dos inúmeros estudiosos que sobre ela se debruçaram, remetem-nos para a importância da temática veiculada: a capacidade de amar. A dissertação tem por objectivo apresentar uma leitura da obra Cartas Portuguesas considerando-as um documento humano, literário e de confissão, testemunhando e relacionando-as com aquilo a que denominamos “necessidade e importância de contar”, motor da escrita epistolográfica e, paralelamente, impulsionadora de um (re)encontro com o eu interior.