Publicação
Perceções das crianças, dos pais e dos profissionais sobre as experiências e vivências de pré-escolar num contexto natural
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal compreender e caracterizar as vivências e experiências das crianças, dos pais e dos profissionais da educação de pré-escolar num contexto de educação natural, focando as atividades, as rotinas, os espaços, as relações interpessoais e as aprendizagens das crianças. Para tal, contou-se com a participação de 28 crianças, 16 pais e 17 profissionais de uma escola-floresta situada na Área Metropolitana de Lisboa. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas com os profissionais e crianças, tendo sido, com estas, utilizada a metodologia focus-group. Adicionalmente, foram aplicadas escalas sobre participação, benefícios e autoeficácia aos profissionais. Com os pais, utilizaram-se questionários com diferentes tipos de questões e instrumentos. Recorreu-se assim a uma abordagem metodológica mista, aliando análises qualitativas com outras quantitativas. Constatou-se que as crianças gostavam de atividades e brincadeiras ligadas à natureza (apanhar flores) e dos espaços (casa da árvore, cozinha de lama) e não gostavam de interrupções nem de momentos estruturados da rotina que implicassem menos movimento. Tinham noção de uma rotina estruturada e da sua participação no planeamento, também reforçada pelos profissionais. As relações entre crianças e entre crianças e profissionais foram positivamente mencionadas por todos os grupos de participantes. Constatou-se a existência de intencionalidade pedagógica e destacaram-se aprendizagens socioemocionais, relacionadas com o cuidado e proteção da natureza. Foram mencionados benefícios associados ao risco, à criatividade, à autonomia e à promoção da saúde física e mental. Por outro lado, a adaptação, a autonomia e o reconhecimento das aprendizagens foram classificados como desafios. Os pais mencionaram constrangimentos relacionados com a logística, a segurança e com as aprendizagens. |
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| Autores principais: | Albino, Mariana Guerreiro da Conceição |
| Assunto: | Perceções Pré-escolar Escolas-floresta Contextos de aprendizagem exteriores e naturais Perceptions Preschool Forest schools Outdoor learning Nature-based education |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo teve como objetivo principal compreender e caracterizar as vivências e experiências das crianças, dos pais e dos profissionais da educação de pré-escolar num contexto de educação natural, focando as atividades, as rotinas, os espaços, as relações interpessoais e as aprendizagens das crianças. Para tal, contou-se com a participação de 28 crianças, 16 pais e 17 profissionais de uma escola-floresta situada na Área Metropolitana de Lisboa. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas com os profissionais e crianças, tendo sido, com estas, utilizada a metodologia focus-group. Adicionalmente, foram aplicadas escalas sobre participação, benefícios e autoeficácia aos profissionais. Com os pais, utilizaram-se questionários com diferentes tipos de questões e instrumentos. Recorreu-se assim a uma abordagem metodológica mista, aliando análises qualitativas com outras quantitativas. Constatou-se que as crianças gostavam de atividades e brincadeiras ligadas à natureza (apanhar flores) e dos espaços (casa da árvore, cozinha de lama) e não gostavam de interrupções nem de momentos estruturados da rotina que implicassem menos movimento. Tinham noção de uma rotina estruturada e da sua participação no planeamento, também reforçada pelos profissionais. As relações entre crianças e entre crianças e profissionais foram positivamente mencionadas por todos os grupos de participantes. Constatou-se a existência de intencionalidade pedagógica e destacaram-se aprendizagens socioemocionais, relacionadas com o cuidado e proteção da natureza. Foram mencionados benefícios associados ao risco, à criatividade, à autonomia e à promoção da saúde física e mental. Por outro lado, a adaptação, a autonomia e o reconhecimento das aprendizagens foram classificados como desafios. Os pais mencionaram constrangimentos relacionados com a logística, a segurança e com as aprendizagens. |
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