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Problemas comportamentais e emocionais em crianças com epilepsia : Percepção parental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Epilepsia é uma condição neurológica crónica que trás uma série de mudanças na família e no paciente, afectando o seu comportamento e bem-estar. O estigma desta doença inicia-se com o comportamento dos pais em relação ao diagnóstico, a maneira como estes reagem forma a base como as próprias crianças irão interpretar e encarar a doença, e também como irão relacionar-se no futuro com outras pessoas. O trabalho dos Grupos de ajuda mútua visa melhorar o nível de informação e com isso, melhorar a interacção pais-filhos, diminuindo o stress e ansiedade, através de esclarecimentos adequados a respeito da epilepsia, e de aspectos psicológicos e comportamentais relacionados com a doença. O presente estudo é constituído por um grupo de controlo com pais de crianças com epilepsia que não frequentam grupos de ajuda (N=12), e um grupo experimental com pais de crianças com epilepsia que frequentam grupos de ajuda mútua (N=12). Pretende-se avaliar a percepção parental do grupo de controlo comparativamente com o grupo experimental em relação aos problemas comportamentais e emocionais dos seus filhos com epilepsia. O instrumento utilizado é um Inventário de Competências Sociais e Problemas de Comportamento para Crianças e Adolescentes I.C.C.P. (Fonseca et al., 1994). Em todos os 9 factores que compõem o I.C.C.P, o grupo experimental constituído por pais que frequentam grupos de ajuda mútua percepcionam mais dificuldades comportamentais e emocionais, comparativamente com o grupo de controlo com pais de crianças com epilepsia que nunca tenham frequentado qualquer grupo. Como conclusão, sublinha-se a importância de procedimentos psico-educativos eficazes, neste caso, os grupos de ajuda mútua, que possibilitam a interacção entre pacientes e profissionais de saúde, troca de experiências e vivências entre as pessoas que vivem situações similares, além de desmistificar crenças, esclarecer aspectos psicológicos, sociais, académicos e culturais, contribuindo para um conhecimento mais aprofundado do que são as suas verdadeiras dificuldades, tornando-se o primeiro passo para o desenvolvimento e bem-estar da criança.
Autores principais:Lourenço, João
Assunto:Epilepsia na criança Competências sociais Grupos de ajuda mútua Childhood epilepsy Social competences Self help groups
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A Epilepsia é uma condição neurológica crónica que trás uma série de mudanças na família e no paciente, afectando o seu comportamento e bem-estar. O estigma desta doença inicia-se com o comportamento dos pais em relação ao diagnóstico, a maneira como estes reagem forma a base como as próprias crianças irão interpretar e encarar a doença, e também como irão relacionar-se no futuro com outras pessoas. O trabalho dos Grupos de ajuda mútua visa melhorar o nível de informação e com isso, melhorar a interacção pais-filhos, diminuindo o stress e ansiedade, através de esclarecimentos adequados a respeito da epilepsia, e de aspectos psicológicos e comportamentais relacionados com a doença. O presente estudo é constituído por um grupo de controlo com pais de crianças com epilepsia que não frequentam grupos de ajuda (N=12), e um grupo experimental com pais de crianças com epilepsia que frequentam grupos de ajuda mútua (N=12). Pretende-se avaliar a percepção parental do grupo de controlo comparativamente com o grupo experimental em relação aos problemas comportamentais e emocionais dos seus filhos com epilepsia. O instrumento utilizado é um Inventário de Competências Sociais e Problemas de Comportamento para Crianças e Adolescentes I.C.C.P. (Fonseca et al., 1994). Em todos os 9 factores que compõem o I.C.C.P, o grupo experimental constituído por pais que frequentam grupos de ajuda mútua percepcionam mais dificuldades comportamentais e emocionais, comparativamente com o grupo de controlo com pais de crianças com epilepsia que nunca tenham frequentado qualquer grupo. Como conclusão, sublinha-se a importância de procedimentos psico-educativos eficazes, neste caso, os grupos de ajuda mútua, que possibilitam a interacção entre pacientes e profissionais de saúde, troca de experiências e vivências entre as pessoas que vivem situações similares, além de desmistificar crenças, esclarecer aspectos psicológicos, sociais, académicos e culturais, contribuindo para um conhecimento mais aprofundado do que são as suas verdadeiras dificuldades, tornando-se o primeiro passo para o desenvolvimento e bem-estar da criança.