Publicação

O papel dos esquemas cognitivos na construção das narrativas da história de vida

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O papel que os esquemas cognitivos têm na construção das narrativas da história de vida, foi a questão abordada neste estudo. Os esquemas cognitivos são considerados um dos conceitos-chave na Psicoterapia, sendo fundamental, perceber quais os mecanismos cognitivos que estão associados aos comportamentos que os indivíduos vão desenvolvendo ao longo da vida, bem como, a sua formação. O presente estudo é constituído por 42 participantes, que responderam a uma entrevista segundo o modelo de McAdams e ao questionário dos esquemas de Young. O objetivo desta investigação, foi estudar os esquemas cognitivos em amostras não clínicas para perceber em que medida é que os esquemas cognitivos ajudam o indivíduo a elaborar a sua história de vida e qual o predomínio dos diferentes esquemas cognitivos. Para estudar este processo, esta investigação teve por base um sistema de análise qualitativo para codificar as narrativas da história de vida. Uma primeira fase esteve relacionada à construção deste sistema para compreender os padrões de confiabilidade com relação à fiabilidade inter-cotadores. Observou-se uma ligação entre os esquemas cognitivos e as narrativas da história de vida, contudo estas ligações apresentaram-se como fracas e moderadas, explicamos quais os fatores subjacentes a estas ligações, os resultados sugerem ainda qual o predomínio existente nos diferentes esquemas cognitivos e a sua análise. Na secção da discussão, são abordadas as limitações desta investigação e são discutidos com ênfase as implicações que resultam deste estudo, nomeadamente a importância que os esquemas cognitivos têm em Psicoterapia, tanto em investigação como na prática clínica, de forma a compreender todos os processos que resultam destas estruturas. Assim, os esquemas cognitivos são um ponto de partida para futuras investigações.
Autores principais:Pimentel, Inês Almeida
Assunto:Esquemas cognitivos Narrativas da história de vida Cognitive schemes Life story narratives
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O papel que os esquemas cognitivos têm na construção das narrativas da história de vida, foi a questão abordada neste estudo. Os esquemas cognitivos são considerados um dos conceitos-chave na Psicoterapia, sendo fundamental, perceber quais os mecanismos cognitivos que estão associados aos comportamentos que os indivíduos vão desenvolvendo ao longo da vida, bem como, a sua formação. O presente estudo é constituído por 42 participantes, que responderam a uma entrevista segundo o modelo de McAdams e ao questionário dos esquemas de Young. O objetivo desta investigação, foi estudar os esquemas cognitivos em amostras não clínicas para perceber em que medida é que os esquemas cognitivos ajudam o indivíduo a elaborar a sua história de vida e qual o predomínio dos diferentes esquemas cognitivos. Para estudar este processo, esta investigação teve por base um sistema de análise qualitativo para codificar as narrativas da história de vida. Uma primeira fase esteve relacionada à construção deste sistema para compreender os padrões de confiabilidade com relação à fiabilidade inter-cotadores. Observou-se uma ligação entre os esquemas cognitivos e as narrativas da história de vida, contudo estas ligações apresentaram-se como fracas e moderadas, explicamos quais os fatores subjacentes a estas ligações, os resultados sugerem ainda qual o predomínio existente nos diferentes esquemas cognitivos e a sua análise. Na secção da discussão, são abordadas as limitações desta investigação e são discutidos com ênfase as implicações que resultam deste estudo, nomeadamente a importância que os esquemas cognitivos têm em Psicoterapia, tanto em investigação como na prática clínica, de forma a compreender todos os processos que resultam destas estruturas. Assim, os esquemas cognitivos são um ponto de partida para futuras investigações.