Publicação
A sintomatologia depressiva e a sua relação com as memórias autobiográficas nos idosos.
| Resumo: | Com o consequente aumento da esperança média de vida na nossa sociedade, é necessário entender as implicações que o envelhecimento provoca no indivíduo a nível da sua identidade, nomeadamente com a progressão da sintomatologia depressiva entre os idosos. Estudos sobre as memórias autobiográficas, têm reportado o efeito de sobregeneralização das memórias autobiográficas como predictor da depressão. Contudo, os estudos sobre os idosos são escassos e por vezes contraditórios. Desta forma propomos neste estudo, compreender a relação entre as memórias autobiográficas e a depressão nos idosos. A amostra deste estudo foi constituída por 31 participantes, habitantes de meio urbano e com idades compreendidas entre os 65 e os 88 anos, dos quais 20 constituem o sexo feminino e 11 o sexo masculino. Para o estudo da depressão foi necessário procedermos a uma divisão da nossa amostra em dois grupos, nomeadamente o grupo Sem Sintomatologia Depressiva (N=18) e o grupo Com Sintomatologia Depressiva (N=13). O nosso protocolo de investigação foi constituído pelo consentimento informado, pelo questionário sócio-demográfico e por instrumentos de avaliação clínica, nomeadamente: MoCA; BDI, STAI (Y-1 e Y-2); NEMD, YSQ e a tarefa de memórias autobiográficas. Na nossa amostra, na comparação entre os grupos, não se verificou o efeito da sobregeneralização das memórias autobiográficas ou a prevalência da evocação de memórias autobiográficas de valência emocional negativa - características da depressão. Também não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, relativamente ao tempo médio de latência. Os resultados permitem-nos colocar como hipótese explicativa, para a ausência de diferenças significativas entre os grupos, a severidade ligeira da depressão predominante na nossa amostra. É então relevante o estudo contínuo sobre esta temática, de forma a consolidar o conhecimento nesta área, bem como, proporcionar uma intervenção e um acompanhamento adequados de forma a proporcionar aos idosos um envelhecimento saudável. |
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| Autores principais: | Henrique, Patrícia Alexandra Barbosa |
| Assunto: | Idosos Memória autobiográfica Sintomatologia depressiva Sobregeneralização Elderly Autobiographical memory Depressive symptomatology Overgeneralization |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Com o consequente aumento da esperança média de vida na nossa sociedade, é necessário entender as implicações que o envelhecimento provoca no indivíduo a nível da sua identidade, nomeadamente com a progressão da sintomatologia depressiva entre os idosos. Estudos sobre as memórias autobiográficas, têm reportado o efeito de sobregeneralização das memórias autobiográficas como predictor da depressão. Contudo, os estudos sobre os idosos são escassos e por vezes contraditórios. Desta forma propomos neste estudo, compreender a relação entre as memórias autobiográficas e a depressão nos idosos. A amostra deste estudo foi constituída por 31 participantes, habitantes de meio urbano e com idades compreendidas entre os 65 e os 88 anos, dos quais 20 constituem o sexo feminino e 11 o sexo masculino. Para o estudo da depressão foi necessário procedermos a uma divisão da nossa amostra em dois grupos, nomeadamente o grupo Sem Sintomatologia Depressiva (N=18) e o grupo Com Sintomatologia Depressiva (N=13). O nosso protocolo de investigação foi constituído pelo consentimento informado, pelo questionário sócio-demográfico e por instrumentos de avaliação clínica, nomeadamente: MoCA; BDI, STAI (Y-1 e Y-2); NEMD, YSQ e a tarefa de memórias autobiográficas. Na nossa amostra, na comparação entre os grupos, não se verificou o efeito da sobregeneralização das memórias autobiográficas ou a prevalência da evocação de memórias autobiográficas de valência emocional negativa - características da depressão. Também não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, relativamente ao tempo médio de latência. Os resultados permitem-nos colocar como hipótese explicativa, para a ausência de diferenças significativas entre os grupos, a severidade ligeira da depressão predominante na nossa amostra. É então relevante o estudo contínuo sobre esta temática, de forma a consolidar o conhecimento nesta área, bem como, proporcionar uma intervenção e um acompanhamento adequados de forma a proporcionar aos idosos um envelhecimento saudável. |
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