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Hipoatividade/Impulsividade sexual em adultos vítimas de abuso sexual infantil

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O abuso sexual na infância continua a ser uma realidade difícil de enfrentar, muitas vezes vivida em segredo, mas com um impacto profundo na sexualidade adulta. Este estudo procurou perceber se existem diferenças significativas — ao nível da hipoatividade e da impulsividade sexual — entre adultos que passaram por este tipo de trauma e aqueles que não, considerando as diferenças entre sexos. A investigação baseou-se numa amostra comunitária portuguesa de 70 participantes adultos (+18), aos quais foram aplicados instrumentos validados para recolher informações sobre o historial de abuso, o comportamento sexual e dados socioemográficos. Estamos perante um estudo quantitativo, correlacional e comparativo, onde foram utilizados os questionários Sexual Inhibition/Sexual Excitation Scales (SIS/SES) e Sexual Sensation Seeking Scale (SSSS). As análises foram realizadas com recurso ao SPSS (v27), através de testes paramétricos, e através de uma leitura teórica de enquadramento psicanalítico. Apesar de os resultados não terem revelado diferenças estatisticamente significativas, observou-se tendências descritivas relevantes: mulheres com historial de abuso sexual infantil apresentaram maior inibição sexual, enquanto os homens com historial revelaram maior tendência para impulsividade sexual. A maioria das vítimas não revelou o abuso na infância, tendo ocorrido sobretudo entre os 6 e os 12 anos. Por fim, podemos indicar algumas limitações neste estudo, nomeadamente o tamanho reduzido da amostra; a predominância de participantes do sexo feminino; entre outros. Ainda assim, podemos olhar para os dados obtidos como sendo pistas importantes para futuras investigações e reforçam a importância de compreender o impacto que um trauma destes pode ter na vida adulta.
Autores principais:Modesto, Mafalda Raquel da Silva
Assunto:Abuso sexual Trauma infantil Hipoatividade sexual Impulsividade sexual Perturbações sexuais Spelling Explanation Reading Spelling Performance Metalinguistic Knowledge Written Learning Spelling
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O abuso sexual na infância continua a ser uma realidade difícil de enfrentar, muitas vezes vivida em segredo, mas com um impacto profundo na sexualidade adulta. Este estudo procurou perceber se existem diferenças significativas — ao nível da hipoatividade e da impulsividade sexual — entre adultos que passaram por este tipo de trauma e aqueles que não, considerando as diferenças entre sexos. A investigação baseou-se numa amostra comunitária portuguesa de 70 participantes adultos (+18), aos quais foram aplicados instrumentos validados para recolher informações sobre o historial de abuso, o comportamento sexual e dados socioemográficos. Estamos perante um estudo quantitativo, correlacional e comparativo, onde foram utilizados os questionários Sexual Inhibition/Sexual Excitation Scales (SIS/SES) e Sexual Sensation Seeking Scale (SSSS). As análises foram realizadas com recurso ao SPSS (v27), através de testes paramétricos, e através de uma leitura teórica de enquadramento psicanalítico. Apesar de os resultados não terem revelado diferenças estatisticamente significativas, observou-se tendências descritivas relevantes: mulheres com historial de abuso sexual infantil apresentaram maior inibição sexual, enquanto os homens com historial revelaram maior tendência para impulsividade sexual. A maioria das vítimas não revelou o abuso na infância, tendo ocorrido sobretudo entre os 6 e os 12 anos. Por fim, podemos indicar algumas limitações neste estudo, nomeadamente o tamanho reduzido da amostra; a predominância de participantes do sexo feminino; entre outros. Ainda assim, podemos olhar para os dados obtidos como sendo pistas importantes para futuras investigações e reforçam a importância de compreender o impacto que um trauma destes pode ter na vida adulta.