Publicação
Teoria da mente sobre intenções em crianças de diferentes culturas.
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi explorar a hipótese de que o raciocínio sobre as intenções pode ser diferenciado em diferentes contextos culturais, como também pode ser influenciado por diferentes tipos de razões para as ações, como os desejos e obrigações. Pensamos que as crianças, uma vez que estão inseridas em diferentes sociedades, pensem os valores e normas sociais em diferentes sentidos. A fim de explorar a hipótese de diferenciação no raciocínio sobre as intenções, foi utilizada uma tarefa de mudança de intenções numa amostra de 100 crianças, das quais 50 eram portuguesas (cultura individualista) e as restantes cabo-verdianas (cultura coletivista), com seis e oito anos de idade. O raciocínio foi analisado através de questões sobre a teoria da mente, e o impacto das diferentes intenções foi testado através de duas condições, desejo-para-obrigação e obrigação-para-desejo. A análise de dados não mostrou nenhuma diferença significativa no raciocínio que as crianças têm sobre as diferentes intenções (desejos e obrigações) quando estas pertencem a culturas distintas. Contudo, foram verificadas diferenças significativas entre o número de inferências de falsas crenças corretas, entre as crianças de seis e oito anos, assim como entre as diferentes culturas. Observou-se que as crianças de 6 anos cometem mais erros que as de 8 anos, tal como as crianças pertencentes a uma cultura coletivista cometem mais erros ao fazer inferências de falsas crenças Estes resultados são discutidos e articulados com um conjunto de fatores descritos na literatura capazes de influenciar o tempo de desenvolvimento da falsa crença e de conceitos relacionados teoria da mente, e ainda, sobre como as crianças raciocinam sobre as diferentes intenções. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Ana Rita Domingos |
| Assunto: | Teoria da mente Intencionalidade Crianças Cultura Mind’s theory Intentionality Children Culture |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objetivo deste estudo foi explorar a hipótese de que o raciocínio sobre as intenções pode ser diferenciado em diferentes contextos culturais, como também pode ser influenciado por diferentes tipos de razões para as ações, como os desejos e obrigações. Pensamos que as crianças, uma vez que estão inseridas em diferentes sociedades, pensem os valores e normas sociais em diferentes sentidos. A fim de explorar a hipótese de diferenciação no raciocínio sobre as intenções, foi utilizada uma tarefa de mudança de intenções numa amostra de 100 crianças, das quais 50 eram portuguesas (cultura individualista) e as restantes cabo-verdianas (cultura coletivista), com seis e oito anos de idade. O raciocínio foi analisado através de questões sobre a teoria da mente, e o impacto das diferentes intenções foi testado através de duas condições, desejo-para-obrigação e obrigação-para-desejo. A análise de dados não mostrou nenhuma diferença significativa no raciocínio que as crianças têm sobre as diferentes intenções (desejos e obrigações) quando estas pertencem a culturas distintas. Contudo, foram verificadas diferenças significativas entre o número de inferências de falsas crenças corretas, entre as crianças de seis e oito anos, assim como entre as diferentes culturas. Observou-se que as crianças de 6 anos cometem mais erros que as de 8 anos, tal como as crianças pertencentes a uma cultura coletivista cometem mais erros ao fazer inferências de falsas crenças Estes resultados são discutidos e articulados com um conjunto de fatores descritos na literatura capazes de influenciar o tempo de desenvolvimento da falsa crença e de conceitos relacionados teoria da mente, e ainda, sobre como as crianças raciocinam sobre as diferentes intenções. |
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