Publicação
A distância, a depressão e a ansiedade no reconhecimento emocional
| Resumo: | Este estudo visa aprofundar os conhecimentos que existem atualmente sobre o reconhecimento de expressões faciais emocionais em perturbações depressivas e de ansiedade, adicionando a distância como um fator inovador. 47 participantes realizaram uma tarefa de reconhecimento emocional de cinco emoções básicas (felicidade, tristeza, medo, nojo, raiva) e da expressão neutra apresentadas em distâncias diferentes variando entre 62 cm e cerca de 30 metros. Os participantes responderam ainda ao Inventário de Depressão de Beck (BDI-II) e à escala de ansiedade, State–Trait Inventory for Cognitive and Somatic Anxiety (STICSA). Os resultados mostraram que a distância impacta significativamente o reconhecimento emocional, com a felicidade e a expressão neutra sendo as emoções mais facilmente reconhecidas e mais preservadas ao longo das distâncias, enquanto a tristeza foi a emoção mais mal reconhecida. Os sintomas depressivos não influenciaram o reconhecimento em distâncias próximas, mas em distâncias maiores facilitaram o reconhecimento de emoções. Por outro lado, a ansiedade mostrou um efeito significativo na precisão do reconhecimento de expressões faciais, como o medo a distâncias intermédias e a expressão neutra a distâncias longas. Conclui-se que, tanto a depressão quanto a ansiedade, afetam o reconhecimento emocional, especialmente quando considerada a distância de apresentação visual. Este estudo realça a importância de considerar fatores contextuais como a distância, quando analisando o impacto de perturbações depressivas e de ansiedade no reconhecimento de emoções. |
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| Autores principais: | Mendes, Natacha Sargaço de Quental |
| Assunto: | Reconhecimento emocional Distância Perturbação depressiva Perturbação de ansiedade Emotional recognition Distance Depressive disorder Anxiety disorder |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo visa aprofundar os conhecimentos que existem atualmente sobre o reconhecimento de expressões faciais emocionais em perturbações depressivas e de ansiedade, adicionando a distância como um fator inovador. 47 participantes realizaram uma tarefa de reconhecimento emocional de cinco emoções básicas (felicidade, tristeza, medo, nojo, raiva) e da expressão neutra apresentadas em distâncias diferentes variando entre 62 cm e cerca de 30 metros. Os participantes responderam ainda ao Inventário de Depressão de Beck (BDI-II) e à escala de ansiedade, State–Trait Inventory for Cognitive and Somatic Anxiety (STICSA). Os resultados mostraram que a distância impacta significativamente o reconhecimento emocional, com a felicidade e a expressão neutra sendo as emoções mais facilmente reconhecidas e mais preservadas ao longo das distâncias, enquanto a tristeza foi a emoção mais mal reconhecida. Os sintomas depressivos não influenciaram o reconhecimento em distâncias próximas, mas em distâncias maiores facilitaram o reconhecimento de emoções. Por outro lado, a ansiedade mostrou um efeito significativo na precisão do reconhecimento de expressões faciais, como o medo a distâncias intermédias e a expressão neutra a distâncias longas. Conclui-se que, tanto a depressão quanto a ansiedade, afetam o reconhecimento emocional, especialmente quando considerada a distância de apresentação visual. Este estudo realça a importância de considerar fatores contextuais como a distância, quando analisando o impacto de perturbações depressivas e de ansiedade no reconhecimento de emoções. |
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