Publicação
Espelho meu, espelho meu, qual de nós sou eu?
| Resumo: | A relação entre gémeos encontra-se muitas vezes associada, na literatura científica a problemáticas identitárias. Até ao momento o sujeito foi maioritariamente compreendido a partir do olhar do outro, e o mesmo acontece com os gémeos, a compreensão da relação emerge do olhar de outro. O presente estudo, pretende compreender o sujeito que vive a relação e o que para ele se constitui como experiência gemelar. Os processos psíquicos de identificação e diferenciação contribuem assim, para a dinâmica relacional, e consequentemente, para a configuração identitária dos dois pares de gémeos – com ambos os géneros representados e com idades compreendidas entre os 46 e os 60 anos. O instrumento utilizado foi a Entrevista Narrativa em Associação Livre (FANI). A sua aplicação resultou na obtenção de quatro narrativas que foram analisadas individualmente e em conjunto numa análise conduzida pelos elementos do discurso dos participantes que mais se destacam. Os resultados evidenciam diferenças entre os pares de gémeos. Para Filipe e Luís a família promove a indiferenciação entre ambos, no caso de Carmo e Teresa o lugar ocupado na família permite a sua diferenciação. No entanto, entende-se que também existem pontos em comuns, transversais, aos dois pares de gémeos, referentes a uma relação anaclítica de dependência e apoio, e à presença do gémeo promovendo a gratificação e a satisfação narcísica. A conquista da autenticidade configura-se, por outras palavras, através da resolução do conflito entre a indiferenciação e a autonomia. O presente estudo foi enriquecedor, permitindo uma melhor compreensão do sujeito que vive a relação, e do impacto da relação na configuração identitária. O presente estudo contribuiu para o desenvolvimento e reflexão acerca da relação gemelar, e para a necessidade de se pensar a mesma em contexto terapêutico, mas precisamente na transferência. |
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| Autores principais: | Roças, Inês Filipa Simões |
| Assunto: | Relação gemelar Identificação Diferenciação Individuação Identidade Twin relationship Identification Differentiation Individuation Identity |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A relação entre gémeos encontra-se muitas vezes associada, na literatura científica a problemáticas identitárias. Até ao momento o sujeito foi maioritariamente compreendido a partir do olhar do outro, e o mesmo acontece com os gémeos, a compreensão da relação emerge do olhar de outro. O presente estudo, pretende compreender o sujeito que vive a relação e o que para ele se constitui como experiência gemelar. Os processos psíquicos de identificação e diferenciação contribuem assim, para a dinâmica relacional, e consequentemente, para a configuração identitária dos dois pares de gémeos – com ambos os géneros representados e com idades compreendidas entre os 46 e os 60 anos. O instrumento utilizado foi a Entrevista Narrativa em Associação Livre (FANI). A sua aplicação resultou na obtenção de quatro narrativas que foram analisadas individualmente e em conjunto numa análise conduzida pelos elementos do discurso dos participantes que mais se destacam. Os resultados evidenciam diferenças entre os pares de gémeos. Para Filipe e Luís a família promove a indiferenciação entre ambos, no caso de Carmo e Teresa o lugar ocupado na família permite a sua diferenciação. No entanto, entende-se que também existem pontos em comuns, transversais, aos dois pares de gémeos, referentes a uma relação anaclítica de dependência e apoio, e à presença do gémeo promovendo a gratificação e a satisfação narcísica. A conquista da autenticidade configura-se, por outras palavras, através da resolução do conflito entre a indiferenciação e a autonomia. O presente estudo foi enriquecedor, permitindo uma melhor compreensão do sujeito que vive a relação, e do impacto da relação na configuração identitária. O presente estudo contribuiu para o desenvolvimento e reflexão acerca da relação gemelar, e para a necessidade de se pensar a mesma em contexto terapêutico, mas precisamente na transferência. |
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