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As problemáticas da identidade de Salvador Dalí

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Resumo:A presente dissertação consiste num exercício de Psicanálise Aplicada, tendo como objecto a análise e interpretação da vida e obra do pintor Salvador Dalí, um artista associado ao movimento surrealista do século XX. Dalí utilizou a sua obra para expressar as suas fixações e angústias, especialmente as vividas na sua infância, demonstrando a propriedade estabilizadora da produção artística na estrutura psicótica, contornando os seus delírios que o invadiram de forma persecutória. Da mesma forma surge uma intensa angústia de morte associada à questão do “duplo” mortífero, que é herdado do seu irmão morto e utilizado no seu método paranóico-crítico e na sua interpretação do quadro “L’Angelus de Millet” (1857- 1859). Esta questão criou uma confusão de identidade no artista associada aos vínculos afectivos simbióticos, retratada na análise feita do Angelus, um simulacro da sua própria dor onde aparece submetido ao desejo materno, não havendo possibilidade de triangular. Todas estas questões serão reflectidas através do paradigma interpretativo psicanalítico, nomeadamente através das ideias de Freud, Lacan, Klein, Mahler, Winnicott e Bion. O enfâse recairá em temáticas referentes ao desenvolvimento emocional precoce e as respectivas falhas que aumentariam o risco de psicose infantil, em especial a psicose simbiótica.
Autores principais:Silva, Ana Filipa Fidalgo Vaz Coelho da
Assunto:Salvador Dalí Duplo Morte Simbiose Double Death Symbiosis
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A presente dissertação consiste num exercício de Psicanálise Aplicada, tendo como objecto a análise e interpretação da vida e obra do pintor Salvador Dalí, um artista associado ao movimento surrealista do século XX. Dalí utilizou a sua obra para expressar as suas fixações e angústias, especialmente as vividas na sua infância, demonstrando a propriedade estabilizadora da produção artística na estrutura psicótica, contornando os seus delírios que o invadiram de forma persecutória. Da mesma forma surge uma intensa angústia de morte associada à questão do “duplo” mortífero, que é herdado do seu irmão morto e utilizado no seu método paranóico-crítico e na sua interpretação do quadro “L’Angelus de Millet” (1857- 1859). Esta questão criou uma confusão de identidade no artista associada aos vínculos afectivos simbióticos, retratada na análise feita do Angelus, um simulacro da sua própria dor onde aparece submetido ao desejo materno, não havendo possibilidade de triangular. Todas estas questões serão reflectidas através do paradigma interpretativo psicanalítico, nomeadamente através das ideias de Freud, Lacan, Klein, Mahler, Winnicott e Bion. O enfâse recairá em temáticas referentes ao desenvolvimento emocional precoce e as respectivas falhas que aumentariam o risco de psicose infantil, em especial a psicose simbiótica.