Publicação

Quando o desejo se submete à necessidade de comer: Características do comportamento alimentar numa amostra de mulheres com obesidade

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo pretende averiguar, numa amostra de 70 mulheres com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30kg/m², os comportamentos alimentares, nomeadamente à ingestão emocional, ingestão externa e restrição alimentar, avaliados pelo Questionário Holandês do Comportamento Alimentar (Q.H.C.A.). Pretende ainda explorar a associação do IMC e à existência ou não de um problema psicológico. Além disso, também se comparou o IMC entre diferentes grupos com características sócio-demográficas e de saúde divergentes. Conclui-se que, nesta amostra, um maior IMC não está associado ao comportamento alimentar, ou seja, à ingestão emocional (r=.036; p=.769), à ingestão externa (r=.120; p=.324) e à restrição alimentar (r=-.036; p=.766). Este estudo constata diferenças significativas entre mulheres com e sem um problema psicológico no que concerne à ingestão emocional (t(67)=-2.494; p=.015), verificando-se que as mulheres que apresentam um problema psicológico têm mais comportamentos de ingestão emocional (M=3.12). Contudo, não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre mulheres com e sem problemas psicológicos em relação à ingestão externa (t(67)=-.682; p=.498) e também à restrição alimentar (t(67)=.479; p=.633). Conclui-se, deste modo, que o IMC das mulheres desta amostra não está associado a uma maior frequência de determinados comportamentos alimentares, constatando-se igualmente uma ausência de diferenças entre mulheres com e sem um problema psicológico. Verificaram-se apenas associações estatisticamente significativas em relação à ingestão emocional.
Autores principais:Leitão, Mafalda Rodrigues
Assunto:Ingestão externa Ingestão emocional Restrição alimentar Problema psicológico IMC External eating Emotional eating Restrained eating Psychological problem BMI
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O presente estudo pretende averiguar, numa amostra de 70 mulheres com um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30kg/m², os comportamentos alimentares, nomeadamente à ingestão emocional, ingestão externa e restrição alimentar, avaliados pelo Questionário Holandês do Comportamento Alimentar (Q.H.C.A.). Pretende ainda explorar a associação do IMC e à existência ou não de um problema psicológico. Além disso, também se comparou o IMC entre diferentes grupos com características sócio-demográficas e de saúde divergentes. Conclui-se que, nesta amostra, um maior IMC não está associado ao comportamento alimentar, ou seja, à ingestão emocional (r=.036; p=.769), à ingestão externa (r=.120; p=.324) e à restrição alimentar (r=-.036; p=.766). Este estudo constata diferenças significativas entre mulheres com e sem um problema psicológico no que concerne à ingestão emocional (t(67)=-2.494; p=.015), verificando-se que as mulheres que apresentam um problema psicológico têm mais comportamentos de ingestão emocional (M=3.12). Contudo, não se encontraram diferenças estatisticamente significativas entre mulheres com e sem problemas psicológicos em relação à ingestão externa (t(67)=-.682; p=.498) e também à restrição alimentar (t(67)=.479; p=.633). Conclui-se, deste modo, que o IMC das mulheres desta amostra não está associado a uma maior frequência de determinados comportamentos alimentares, constatando-se igualmente uma ausência de diferenças entre mulheres com e sem um problema psicológico. Verificaram-se apenas associações estatisticamente significativas em relação à ingestão emocional.