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Intenção de consumir cannabis em alunos do ensino superior: Aplicação da teoria do comportamento planeado com adição de medida do comportamento passado

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo analisa a relação entre a intenção de consumir cannabis durante o próximo mês, as variáveis incluídas no modelo da acção reflectida – atitudes e norma subjectiva. Analisa também a utilidade da inclusão da percepção de controlo comportamental ao modelo, assim como a importância da variável comportamento passado para explicar a intenção comportamental. Foi para isso passado um questionário a 311 alunos do ensino superior. Os resultados indicam que, dentro do modelo da acção reflectida, a atitude é a variável mais forte a predizer a intenção. A inclusão da percepção de controlo comportamental aumenta em 7% a capacidade preditiva do modelo, sendo no entanto ainda as atitudes a terem maior peso preditivo. A adição do comportamento passado aumenta em 14% a variabilidade explicada na intenção comportamental. Este estudo aponta para a necessidade de um programa de prevenção que tenha um elemento de informação e persuasão, através de acções desenvolvidas por técnicos com mérito reconhecido, passando uma mensagem credível e adequada aos alunos do ensino superior, de maneira a mudar atitudes positivas em relação ao comportamento, mas que também trabalhe o desenvolvimento de competências de controlo, como a assertividade e a capacidade de resistir à pressão do grupo.
Autores principais:Camacho, José Alberto Rato
Assunto:Cannabis Intenção Comportamento passado Cannabis Intention Past behavior
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Este estudo analisa a relação entre a intenção de consumir cannabis durante o próximo mês, as variáveis incluídas no modelo da acção reflectida – atitudes e norma subjectiva. Analisa também a utilidade da inclusão da percepção de controlo comportamental ao modelo, assim como a importância da variável comportamento passado para explicar a intenção comportamental. Foi para isso passado um questionário a 311 alunos do ensino superior. Os resultados indicam que, dentro do modelo da acção reflectida, a atitude é a variável mais forte a predizer a intenção. A inclusão da percepção de controlo comportamental aumenta em 7% a capacidade preditiva do modelo, sendo no entanto ainda as atitudes a terem maior peso preditivo. A adição do comportamento passado aumenta em 14% a variabilidade explicada na intenção comportamental. Este estudo aponta para a necessidade de um programa de prevenção que tenha um elemento de informação e persuasão, através de acções desenvolvidas por técnicos com mérito reconhecido, passando uma mensagem credível e adequada aos alunos do ensino superior, de maneira a mudar atitudes positivas em relação ao comportamento, mas que também trabalhe o desenvolvimento de competências de controlo, como a assertividade e a capacidade de resistir à pressão do grupo.