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Moralidade e criminalidade numa amostra de reclusos portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Estudar o crime e os seus contornos, junto de quem o comete, pode fornecer um contributo crucial para a prevenção do crime e a redução da reincidência. Este estudo teve como objetivo, através de uma análise temática, analisar perceções de indivíduos, condenados a pena de prisão, acerca dos fatores de risco e de dissuasão da criminalidade, e da experiência da mesma tendo como base alguns conceitos da teoria da ação situacional de Wikström. Nos resultados emergiram temas como o consumo de substâncias, a impulsividade e influência do meio como fatores de risco. Como dissuasores discutiu-se a educação, o apoio familiar e o acompanhamento psicológico adequado. As emoções morais e o filtro moral não parecem desempenhar um papel dissuasor forte o suficiente. Os resultados deste estudo podem, e devem, inspirar a aplicação de técnicas e programas adequados, em meio prisional.
Autores principais:Florêncio, Iara Alexandra dos Santos
Assunto:Criminalidade Moralidade Teoria da ação situacional Reclusos Criminality Morality Situational action theory Thematic analysis Inmates
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Estudar o crime e os seus contornos, junto de quem o comete, pode fornecer um contributo crucial para a prevenção do crime e a redução da reincidência. Este estudo teve como objetivo, através de uma análise temática, analisar perceções de indivíduos, condenados a pena de prisão, acerca dos fatores de risco e de dissuasão da criminalidade, e da experiência da mesma tendo como base alguns conceitos da teoria da ação situacional de Wikström. Nos resultados emergiram temas como o consumo de substâncias, a impulsividade e influência do meio como fatores de risco. Como dissuasores discutiu-se a educação, o apoio familiar e o acompanhamento psicológico adequado. As emoções morais e o filtro moral não parecem desempenhar um papel dissuasor forte o suficiente. Os resultados deste estudo podem, e devem, inspirar a aplicação de técnicas e programas adequados, em meio prisional.