Publicação
Relação entre formato de visualização, técnicas de entrevista e testemunho
| Resumo: | O objetivo principal deste estudo foi investigar o impacto do uso da Realidade Virtual (RV) em comparação com o uso de meios radicionais (2D), relativamente à precisão e quantidade de unidades de informação recordadas por testemunhas oculares. Adicionalmente, foi analisada a eficácia da técnica de entrevista Recuperação por Categorias Fornecidas (RCF) em comparação com o Relato Livre (RL), num intervalo de retenção de 48 horas. Uma amostra de 160 participantes, entre os 18 e os 46 anos, foram colocados aleatoriamente numa de quatro condições experimentais: RV-RL (N = 40), RV-RCF (N = 40), 2D-RL (N = 40), 2D-RCF (N = 40). Os resultados obtidos demonstraram que o formato 2D levou a uma maior quantidade de detalhes recordados, comparativamente com a RV, embora não tenham surgido diferenças significativas ao nível da precisão da informação recordada. Relativamente às técnicas de entrevista, o RL revelou resultar numa maior precisão nos~detalhes recordados, comparativamente à RCF, no entanto, não foram identificadas diferenças significativas no que concerne a quantidade dos detalhes recordados, entre as duas técnicas de entrevista investigativa. Não se observou um efeito de interação entre o modo de visualização e a técnica de entrevista, sugerindo que os processos de codificação e recordação da memória poderão ser regulados por diferentes processos cognitivos. Estes resultados reforçam a relevância de analisar as técnicas de entrevista investigativa, tendo em conta múltiplos contextos (culturais, populacionais, entre outros), de modo a adaptar as técnicas utilizadas às testemunhas, para que o relato seja o mais completo e fidedigno possível. |
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| Autores principais: | Brás, Beatriz Lopes |
| Assunto: | Realidade virtual Testemunhas oculares Recuperação por categorias Relato livre Entrevista investigativa. Virtual reality Eyewitnesses Category clustering recall Free recall Investigative interview. |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objetivo principal deste estudo foi investigar o impacto do uso da Realidade Virtual (RV) em comparação com o uso de meios radicionais (2D), relativamente à precisão e quantidade de unidades de informação recordadas por testemunhas oculares. Adicionalmente, foi analisada a eficácia da técnica de entrevista Recuperação por Categorias Fornecidas (RCF) em comparação com o Relato Livre (RL), num intervalo de retenção de 48 horas. Uma amostra de 160 participantes, entre os 18 e os 46 anos, foram colocados aleatoriamente numa de quatro condições experimentais: RV-RL (N = 40), RV-RCF (N = 40), 2D-RL (N = 40), 2D-RCF (N = 40). Os resultados obtidos demonstraram que o formato 2D levou a uma maior quantidade de detalhes recordados, comparativamente com a RV, embora não tenham surgido diferenças significativas ao nível da precisão da informação recordada. Relativamente às técnicas de entrevista, o RL revelou resultar numa maior precisão nos~detalhes recordados, comparativamente à RCF, no entanto, não foram identificadas diferenças significativas no que concerne a quantidade dos detalhes recordados, entre as duas técnicas de entrevista investigativa. Não se observou um efeito de interação entre o modo de visualização e a técnica de entrevista, sugerindo que os processos de codificação e recordação da memória poderão ser regulados por diferentes processos cognitivos. Estes resultados reforçam a relevância de analisar as técnicas de entrevista investigativa, tendo em conta múltiplos contextos (culturais, populacionais, entre outros), de modo a adaptar as técnicas utilizadas às testemunhas, para que o relato seja o mais completo e fidedigno possível. |
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