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Fellini, a lenda : O sonho é a única realidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste trabalho procuro compreender a relação entre a vida e a obra do inimitável realizador italiano, Federico Fellini. Da análise realizada a diversos filmes e entrevistas de Fellini, realço a certeza que para Fellini, os seus sonhos são o reflexo mais profundo e verdadeiro da sua realidade. O universo onírico é o canal que medeia o contacto entre a vida e a obra do autor. A obra de Fellini reflecte a sua vida, e a sua vida alimenta, através dos sonhos, a sua obra. O regresso ao passado é um movimento constante na sua obra, confirmando a relação entre o cinema e a psicanálise através da lente que recupera, revisita e transforma o passado. O cinema, e particularmente os seus filmes, foram uma fonte reparadora dos traumas do seu passado, das fantasias da sua infância, dos desejos não concretizados, permitindo a Fellini construir a sua nova realidade. A descoberta de Jung e os frutos de uma relação terapêutica, não assumida, com o terapeuta Jungiano, o Dr. Ernst Bernhard, é a base que caracteriza a segunda fase da carreira de Fellini, a fase barroca, caracterizado pelo excesso. Através das suas memórias, Fellini revisita o seu passado. No tempo presente, a imaginação e a criatividade de Fellini fervilham em busca de um retrato simbólico do passado. O futuro, é o espaço que Fellini reservou para a sedimentação de uma lenda em torno de sua pessoa, e apenas nos sonhos, é que Fellini reunia em simultâneo o passado, o presente e o futuro.
Autores principais:Andrade, Ricardo Sousa
Assunto:Fellini Jung Cinema Nachtraglichkeit Sonhos Dreams
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Neste trabalho procuro compreender a relação entre a vida e a obra do inimitável realizador italiano, Federico Fellini. Da análise realizada a diversos filmes e entrevistas de Fellini, realço a certeza que para Fellini, os seus sonhos são o reflexo mais profundo e verdadeiro da sua realidade. O universo onírico é o canal que medeia o contacto entre a vida e a obra do autor. A obra de Fellini reflecte a sua vida, e a sua vida alimenta, através dos sonhos, a sua obra. O regresso ao passado é um movimento constante na sua obra, confirmando a relação entre o cinema e a psicanálise através da lente que recupera, revisita e transforma o passado. O cinema, e particularmente os seus filmes, foram uma fonte reparadora dos traumas do seu passado, das fantasias da sua infância, dos desejos não concretizados, permitindo a Fellini construir a sua nova realidade. A descoberta de Jung e os frutos de uma relação terapêutica, não assumida, com o terapeuta Jungiano, o Dr. Ernst Bernhard, é a base que caracteriza a segunda fase da carreira de Fellini, a fase barroca, caracterizado pelo excesso. Através das suas memórias, Fellini revisita o seu passado. No tempo presente, a imaginação e a criatividade de Fellini fervilham em busca de um retrato simbólico do passado. O futuro, é o espaço que Fellini reservou para a sedimentação de uma lenda em torno de sua pessoa, e apenas nos sonhos, é que Fellini reunia em simultâneo o passado, o presente e o futuro.