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A mulher e a sexualidade : Um estudo com doentes com cancro da mama

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta investigação teve como objectivo principal avaliar as implicações dos tratamentos para o cancro da mama, na imagem corporal, na intimidade e na satisfação sexual da mulher, designadamente, a pressão que tal possa exercer na própria e na relação com o(a) parceiro(a). Para o efeito obteve-se uma amostra com 53 mulheres, com média de idade de 49,6 anos, anónimas, entre utentes e voluntárias da Delegação de Lisboa do Movimento Vencer e Viver, entre utentes da Equipa de Ligação do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, no âmbito de três eventos desportivos (“Corrida da Mulher”), realizados no Porto, em Lisboa e em Oeiras e por contacto directo ou indirecto. Todas estas mulheres foram elegíveis e seleccionadas por conveniência. O protocolo de investigação foi composto por: Questionário Sócio-Demográfico e Clínico, Escala de Imagem Corporal “Como me relaciono com o meu corpo” (Palhinhas et al. 2000), Escala da Intimidade Emocional (Sinclair, 2005, traduzida por Tapadinhas et al. 2011), Escala da Intimidade Física e Sexual (Tapadinhas et al. 2011) e Escala da Satisfação Sexual nas Mulheres (Meston & Trapnell, 2005, traduzida por Tapadinhas & Refoios, 2011). Dados os resultados, o corpo continua a ser percepcionado como importante na relação entre parceiros, apesar das alterações físicas, a maioria destas mulheres procuram disfarçar aspectos do corpo que não lhes agrada e ao nível da intimidade e da sexualidade, os tratamentos para o cancro da mama implicaram maior inibição em relação à aparência, à feminilidade, à forma como percepcionam a sua atractividade sexual e à relação com o parceiro, apesar de a maioria destes aceitar a (nova) mulher, independentemente da doença. A Idade, Duração do Relacionamento Afectivo / Sexual, e duração dos tratamentos por Quimioterapia e por Radioterapia revelaram-se variáveis não independentes, sobretudo da Satisfaçao Sexual. Em conclusão, este estudo revelou que a maior parte destas mulheres passou a percepcionar e a adaptar-se a alterações na sua sexualidade, decorrentes dos tratamentos para o cancro da mama.
Autores principais:Patrício, Alice Ermelinda da Fonseca Martinho
Assunto:Imagem corporal Sexualidade Intimidade Cancro da mama Corporal image Sexuality Intimacy Breast cancer
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Esta investigação teve como objectivo principal avaliar as implicações dos tratamentos para o cancro da mama, na imagem corporal, na intimidade e na satisfação sexual da mulher, designadamente, a pressão que tal possa exercer na própria e na relação com o(a) parceiro(a). Para o efeito obteve-se uma amostra com 53 mulheres, com média de idade de 49,6 anos, anónimas, entre utentes e voluntárias da Delegação de Lisboa do Movimento Vencer e Viver, entre utentes da Equipa de Ligação do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, no âmbito de três eventos desportivos (“Corrida da Mulher”), realizados no Porto, em Lisboa e em Oeiras e por contacto directo ou indirecto. Todas estas mulheres foram elegíveis e seleccionadas por conveniência. O protocolo de investigação foi composto por: Questionário Sócio-Demográfico e Clínico, Escala de Imagem Corporal “Como me relaciono com o meu corpo” (Palhinhas et al. 2000), Escala da Intimidade Emocional (Sinclair, 2005, traduzida por Tapadinhas et al. 2011), Escala da Intimidade Física e Sexual (Tapadinhas et al. 2011) e Escala da Satisfação Sexual nas Mulheres (Meston & Trapnell, 2005, traduzida por Tapadinhas & Refoios, 2011). Dados os resultados, o corpo continua a ser percepcionado como importante na relação entre parceiros, apesar das alterações físicas, a maioria destas mulheres procuram disfarçar aspectos do corpo que não lhes agrada e ao nível da intimidade e da sexualidade, os tratamentos para o cancro da mama implicaram maior inibição em relação à aparência, à feminilidade, à forma como percepcionam a sua atractividade sexual e à relação com o parceiro, apesar de a maioria destes aceitar a (nova) mulher, independentemente da doença. A Idade, Duração do Relacionamento Afectivo / Sexual, e duração dos tratamentos por Quimioterapia e por Radioterapia revelaram-se variáveis não independentes, sobretudo da Satisfaçao Sexual. Em conclusão, este estudo revelou que a maior parte destas mulheres passou a percepcionar e a adaptar-se a alterações na sua sexualidade, decorrentes dos tratamentos para o cancro da mama.