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O papel das redes sociais no processo de radicalização política

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Detalhes bibliográficos
Resumo:ABSTRACT: Atualmente, observa-se um crescimento da utilização de redes sociais como fontes de informação. Em paralelo, verifica-se também um aumento da polarização do discurso público. Neste sentido, o presente estudo foca-se na pesquisa de uma relação entre o tempo passado nas redes sociais e o nível de radicalização política, tendo em conta também o potencial impacto das características dos contextos online e offline, no processo de radicalização ao longo do tempo. Os dados são obtidos através de um inquérito, onde a Activism and Radicalism Intention Scales (ARIS) ocupa o papel principal na medição da radicalização política, esperando-se que os indivíduos que passam mais tempo nas redes sociais apresentem níveis superiores de radicalização política e que os contextos online e offline moderem a relação entre essas duas variáveis. Espera-se também que indivíduos com níveis superiores de ansiedade existencial passem mais tempo nas redes sociais e que a ansiedade medie a relação entre o tempo e o nível de radicalização, já que esta surge na literatura como um fator que motiva a aderência a conteúdos radicais online. Verificou-se que os indivíduos que passam mais tempo nas redes sociais também obtiveram valores mais altos na escala ARIS, relação sustentada principalmente pelo ativismo e que um contexto online diverso em informação modera esta relação. A ansiedade existencial não se revelou significativamente relacionada com o tempo nem com a ARIS. Adicionalmente, a idade apresenta um efeito de moderação para os indivíduos mais velhos. Os resultados são debatidos à luz da literatura e das suas implicações práticas.
Autores principais:Salgueiro, José Tomás Mourato Gordo
Assunto:Radicalização política Redes sociais Ansiedade existencial Political Radicalization Social media Existential anxiety
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:ABSTRACT: Atualmente, observa-se um crescimento da utilização de redes sociais como fontes de informação. Em paralelo, verifica-se também um aumento da polarização do discurso público. Neste sentido, o presente estudo foca-se na pesquisa de uma relação entre o tempo passado nas redes sociais e o nível de radicalização política, tendo em conta também o potencial impacto das características dos contextos online e offline, no processo de radicalização ao longo do tempo. Os dados são obtidos através de um inquérito, onde a Activism and Radicalism Intention Scales (ARIS) ocupa o papel principal na medição da radicalização política, esperando-se que os indivíduos que passam mais tempo nas redes sociais apresentem níveis superiores de radicalização política e que os contextos online e offline moderem a relação entre essas duas variáveis. Espera-se também que indivíduos com níveis superiores de ansiedade existencial passem mais tempo nas redes sociais e que a ansiedade medie a relação entre o tempo e o nível de radicalização, já que esta surge na literatura como um fator que motiva a aderência a conteúdos radicais online. Verificou-se que os indivíduos que passam mais tempo nas redes sociais também obtiveram valores mais altos na escala ARIS, relação sustentada principalmente pelo ativismo e que um contexto online diverso em informação modera esta relação. A ansiedade existencial não se revelou significativamente relacionada com o tempo nem com a ARIS. Adicionalmente, a idade apresenta um efeito de moderação para os indivíduos mais velhos. Os resultados são debatidos à luz da literatura e das suas implicações práticas.