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A relação entre o autocontrolo e as características antissociais: Um estudo na população idosa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É esperado que a população portuguesa continue a envelhecer, o que resultará num aumento substancial de idosos nos próximos anos. Assim sendo, torna-se cada vez mais relevante compreender o comportamento criminal ao longo do ciclo de vida, contudo são raros os estudos que abordam dimensões relevantes para a criminalidade na população idosa (≥60 anos de idade). Desta forma, a presente investigação tem como principais objetivos: 1) identificar os níveis de autocontrolo e de características antissociais em adultos com menos de 60 anos e em adultos em idade avançada (≥60 anos) e, 2) identificar a relação entre autocontrolo e características antissociais nos dois grupos da amostra. A amostra utilizada é composta por 598 indivíduos da comunidade, com idades compreendidas entre os 18 e os 89 anos, sendo que 79.77% (n=477) são indivíduos com idade inferior a 60 anos e, 20.23% (n=121) são indivíduos com idade superior a 60 anos. Os participantes foram avaliados com recurso à Escala Breve de Autocontrolo (EBAC) e à Escala de Atitudes e Comportamentos Antissociais (AS Spectrum). Os resultados sugerem que existem diferenças estatisticamente significativas nos níveis de autocontrolo, sendo que os adultos em idade avançada apresentam valores superiores. Por outro lado, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas características antissociais, em função da idade. Nos adultos com menos de 60 anos, o autocontrolo parece fundamental para explicar as características antissociais violentas e não violentas, já nos adultos em idade avançada, o autocontrolo apenas esteve relacionado com as características antissociais violentas. Desta forma, parece relevante a promoção de ambientes familiares, sociais e educacionais que permitam o desenvolvimento do autocontrolo, adaptadas a cada fase do ciclo de vida com vista à construção de uma sociedade mais segura.
Autores principais:Porfírio, Margarida Carvalho
Assunto:População idosa Idade adulta Autocontrolo Características antissociais Elderly people Adult age Self-control Antisocial characteristics
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:É esperado que a população portuguesa continue a envelhecer, o que resultará num aumento substancial de idosos nos próximos anos. Assim sendo, torna-se cada vez mais relevante compreender o comportamento criminal ao longo do ciclo de vida, contudo são raros os estudos que abordam dimensões relevantes para a criminalidade na população idosa (≥60 anos de idade). Desta forma, a presente investigação tem como principais objetivos: 1) identificar os níveis de autocontrolo e de características antissociais em adultos com menos de 60 anos e em adultos em idade avançada (≥60 anos) e, 2) identificar a relação entre autocontrolo e características antissociais nos dois grupos da amostra. A amostra utilizada é composta por 598 indivíduos da comunidade, com idades compreendidas entre os 18 e os 89 anos, sendo que 79.77% (n=477) são indivíduos com idade inferior a 60 anos e, 20.23% (n=121) são indivíduos com idade superior a 60 anos. Os participantes foram avaliados com recurso à Escala Breve de Autocontrolo (EBAC) e à Escala de Atitudes e Comportamentos Antissociais (AS Spectrum). Os resultados sugerem que existem diferenças estatisticamente significativas nos níveis de autocontrolo, sendo que os adultos em idade avançada apresentam valores superiores. Por outro lado, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas características antissociais, em função da idade. Nos adultos com menos de 60 anos, o autocontrolo parece fundamental para explicar as características antissociais violentas e não violentas, já nos adultos em idade avançada, o autocontrolo apenas esteve relacionado com as características antissociais violentas. Desta forma, parece relevante a promoção de ambientes familiares, sociais e educacionais que permitam o desenvolvimento do autocontrolo, adaptadas a cada fase do ciclo de vida com vista à construção de uma sociedade mais segura.