Publicação
Ter o direito ao direito que todos têm. Estudo comparativo entre famílias adotivas homoparentais e heteroparentais
| Resumo: | Comparamos as famílias heteropatentais e homoparentais com filhos adotivos de uma amostra (n=150) do Reino Unido (116 mães e 33 pais) com idades entre 27 e 62 anos anos. Destas, 55% são rapazes e 45% são raparigas. O objetivo foi apurar se haveriam diferenças entre estas configurações familiares no que diz respeito a satisfação com o suporte social, a sua abertura sobre a adoção, a abertura da configuração familiar interna e externa, os níveis de estigma percecionado, os níveis de stress parental e a satisfação relacional. Utilizamos uma escala que avalia o stress (Crnic & Greenberg, 1990) pela intensidade de incomodo parental percecionado e grelhas de avaliação. Por conseguinte para respetiva análise estatística dos dados, realizou-se uma AFE para a escala de stress; ANOVA e correlações. Os resultados afirmaram-se diferentes da literatura. As famílias homoparentais apresentaram menores níveis de stress e falam mais frequentemente sobre a criança ser adoptada do que as famílias heteroparentais. Verificamos que quando estas famílias revelam sobre a sua criança ser adotada para a sua rede social, reportam menos stress. Bem como, os comportamentos desafiadores das crianças são menores quando a família alargada e os colegas de classe sabem sobre elas. E os pais incomodam-se menos com gestão das necessidades das crianças, quando na escola sabem sobre a sua configuração familiar. O clima de aceitação e equidade da cultura de origem da amostra provavelmente influenciou os resultados, as famílias LGBTQ estão satisfeitas com o suporte social percecionado, têm baixos níveis de estigma percecionado e stress parental. |
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| Autores principais: | Silva, Giovani Roberto Paschoal |
| Assunto: | Homoparentalidade Adoção Suporte social Stress parental Homoparentality Adoption Social support Parental stress |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Comparamos as famílias heteropatentais e homoparentais com filhos adotivos de uma amostra (n=150) do Reino Unido (116 mães e 33 pais) com idades entre 27 e 62 anos anos. Destas, 55% são rapazes e 45% são raparigas. O objetivo foi apurar se haveriam diferenças entre estas configurações familiares no que diz respeito a satisfação com o suporte social, a sua abertura sobre a adoção, a abertura da configuração familiar interna e externa, os níveis de estigma percecionado, os níveis de stress parental e a satisfação relacional. Utilizamos uma escala que avalia o stress (Crnic & Greenberg, 1990) pela intensidade de incomodo parental percecionado e grelhas de avaliação. Por conseguinte para respetiva análise estatística dos dados, realizou-se uma AFE para a escala de stress; ANOVA e correlações. Os resultados afirmaram-se diferentes da literatura. As famílias homoparentais apresentaram menores níveis de stress e falam mais frequentemente sobre a criança ser adoptada do que as famílias heteroparentais. Verificamos que quando estas famílias revelam sobre a sua criança ser adotada para a sua rede social, reportam menos stress. Bem como, os comportamentos desafiadores das crianças são menores quando a família alargada e os colegas de classe sabem sobre elas. E os pais incomodam-se menos com gestão das necessidades das crianças, quando na escola sabem sobre a sua configuração familiar. O clima de aceitação e equidade da cultura de origem da amostra provavelmente influenciou os resultados, as famílias LGBTQ estão satisfeitas com o suporte social percecionado, têm baixos níveis de estigma percecionado e stress parental. |
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