Publicação
Quando a resiliência faz a DII-ferença : como a resiliência modera o impacto do stress percebido no bem-estar subjetivo de pacientes com doença inflamatória intestinal
| Resumo: | Introdução: As doenças inflamatórias intestinais (DII) definem-se pela inflamação crónica do trato gastrointestinal. Com sintomas incapacitantes, as DII impactam significativamente a vida dos pacientes, originando maior stress e menor bem-estar. Pretende-se explorar o papel moderador da resiliência na relação entre o stress percebido e o bem-estar subjetivo (BES) nesta amostra. Método: A amostra é composta por 134 participantes (Midade = 39,14; DP = 11,35) com DII. Os dados foram recolhidos via questionário online partilhado em associações e grupos de apoio às DII através dos seguintes instrumentos: a Escala de Stress Percebido; a Escala de Resiliência; a Escala de Afeto Positivo e Negativo e a Escala de Satisfação com a Vida. Resultados: Todas as variáveis estavam significativamente correlacionadas entre si. O stress e a resiliência tiveram efeito direto significativo na componente cognitiva do BES (β = - 0,297; p ≤ 0,001 e β = 0,393; p ≤ 0,001) e no Afeto Positivo (β = -0,407; p ≤ 0,001 e β = 0,261; p ≤ 0,001) e Afeto Negativo (β = 0,618; p ≤ 0,001 e (β = -0,209; p ≤ 0,001). O efeito total e efeito indireto do stress na componente cognitiva e afetiva foram igualmente significativos, indicando que a resiliência modera a relação entre o stress percebido e o BES. Conclusão: Este estudo destaca a importância de promover a resiliência em pacientes com DII, pois o seu efeito atenua o impacto do stress percebido no BES, o que contribui para uma diminuição da intensidade dos sintomas nestes pacientes. |
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| Autores principais: | Leitão, Marta Sofia Rodrigues |
| Assunto: | DII stress percebido resiliência BES perceived stress resilience SWB |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Introdução: As doenças inflamatórias intestinais (DII) definem-se pela inflamação crónica do trato gastrointestinal. Com sintomas incapacitantes, as DII impactam significativamente a vida dos pacientes, originando maior stress e menor bem-estar. Pretende-se explorar o papel moderador da resiliência na relação entre o stress percebido e o bem-estar subjetivo (BES) nesta amostra. Método: A amostra é composta por 134 participantes (Midade = 39,14; DP = 11,35) com DII. Os dados foram recolhidos via questionário online partilhado em associações e grupos de apoio às DII através dos seguintes instrumentos: a Escala de Stress Percebido; a Escala de Resiliência; a Escala de Afeto Positivo e Negativo e a Escala de Satisfação com a Vida. Resultados: Todas as variáveis estavam significativamente correlacionadas entre si. O stress e a resiliência tiveram efeito direto significativo na componente cognitiva do BES (β = - 0,297; p ≤ 0,001 e β = 0,393; p ≤ 0,001) e no Afeto Positivo (β = -0,407; p ≤ 0,001 e β = 0,261; p ≤ 0,001) e Afeto Negativo (β = 0,618; p ≤ 0,001 e (β = -0,209; p ≤ 0,001). O efeito total e efeito indireto do stress na componente cognitiva e afetiva foram igualmente significativos, indicando que a resiliência modera a relação entre o stress percebido e o BES. Conclusão: Este estudo destaca a importância de promover a resiliência em pacientes com DII, pois o seu efeito atenua o impacto do stress percebido no BES, o que contribui para uma diminuição da intensidade dos sintomas nestes pacientes. |
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