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O impacto do suicídio de pacientes em profissionais de saúde mental

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Uma parte substancial dos profissionais de saúde mental vão perder pelo menos um paciente para o suicídio durante a sua carreira. Esta perda tem efeitos adversos nos clínicos e, consequentemente, na sua prática profissional. Esta investigação tem como principal objectivo a exploração e compreensão da experiência subjectiva de profissionais de saúde mental que experienciaram o suicídio de um dos seus pacientes, e como foram afectados por esse evento. Participaram neste estudo quatro profissionais de saúde mental, que passaram pela experiência de perder um paciente para o suicídio. A recolha dos dados foi feita através de entrevistas semi-estruturadas, sendo depois analisados segundo a metodologia qualitativa, através do método fenomenológico de Giorgi (2009). Surgiram 5 constituintes comuns entre os quatro participantes, sendo uma relação terapêutica sólida a base para as emoções inevitavelmente sentidas aquando do suicídio do paciente, bem como as estratégias de coping e mudanças na prática clínica que daí resultam. O impacto da perda inesperada de um paciente por suicídio é algo esperado e inevitável. Parece ser necessário haver espaço e também tempo para o processamento e compreensão de emoções e reacções. Ainda, acentua-se a necessidade de apoio e partilha, deixando de lado o medo de julgamento e o tabu, para que se possa ajudar de forma adequada quem sofre depois da perda de um paciente.
Autores principais:Ramos, Diana Sofia Moreira de Oliveira
Assunto:Suicídio de pacientes Profissionais de saúde mental Fenomenologia Patient suicide Mental health professionals Phenomenology
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Uma parte substancial dos profissionais de saúde mental vão perder pelo menos um paciente para o suicídio durante a sua carreira. Esta perda tem efeitos adversos nos clínicos e, consequentemente, na sua prática profissional. Esta investigação tem como principal objectivo a exploração e compreensão da experiência subjectiva de profissionais de saúde mental que experienciaram o suicídio de um dos seus pacientes, e como foram afectados por esse evento. Participaram neste estudo quatro profissionais de saúde mental, que passaram pela experiência de perder um paciente para o suicídio. A recolha dos dados foi feita através de entrevistas semi-estruturadas, sendo depois analisados segundo a metodologia qualitativa, através do método fenomenológico de Giorgi (2009). Surgiram 5 constituintes comuns entre os quatro participantes, sendo uma relação terapêutica sólida a base para as emoções inevitavelmente sentidas aquando do suicídio do paciente, bem como as estratégias de coping e mudanças na prática clínica que daí resultam. O impacto da perda inesperada de um paciente por suicídio é algo esperado e inevitável. Parece ser necessário haver espaço e também tempo para o processamento e compreensão de emoções e reacções. Ainda, acentua-se a necessidade de apoio e partilha, deixando de lado o medo de julgamento e o tabu, para que se possa ajudar de forma adequada quem sofre depois da perda de um paciente.