Publicação
Viver com um filho especial: Estudo descritivo acerca das vivências de mães de jovens adultos com paralisia cerebral
| Resumo: | Este estudo, de natureza qualitativa, teve como principal objetivo caracterizar as dificuldades e as vivências diárias de mães com filhos portadores de Paralisia Cerebral. Assim, verificámos como é que as vivências e as dificuldades das mães foram mudando ao longo dos ciclos de vida dos filhos (e.g. do nascimento à primeira infância, idade escolar, adolescência e adultez), e se ao longo dos ciclos de vida os apoios que as mães tiveram foram ao encontro das dificuldades sentidas, compreendendo quais as perceções das mães acerca dos apoios e/ou falta deles, ao longo dos ciclos de vida dos filhos. Participaram 8 mães de jovens adultos com Paralisia Cerebral, com filhos com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos. Foi utilizada a metodologia histórias de vida apoiada em entrevistas semi-estruturadas e longas. De acordo com os resultados, constatou-se que face ao diagnóstico de deficiência, quer as mães, quer os pais, experienciam reações emocionais e afetivas negativas. Verificámos também que os filhos com Paralisia Cerebral exigem mais disponibilidade de tempo por parte das mães, o que as leva a sentir uma elevada sobrecarga sento também referida uma participação passiva dos pais em relação ao dia-a-dia dos filhos. Quanto às necessidades sentidas pelas mães ao longo dos ciclos de vida dos filhos, verificam-se necessidades de informação perante o diagnóstico, de apoio pessoal e de respostas técnicas por parte dos estabelecimentos de ensino regular. Os resultados apontam ainda para fortes preocupações relativas ao futuro e à guarda dos jovens. As mães referiram também a existência de experiências positivas de participação social dos jovens e outras menos positivas de participação profissional dos mesmos. |
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| Autores principais: | Nunes, Ana Carolina |
| Outros Autores: | Morgado, José António Marques |
| Assunto: | Vivências Dificuldades Apoios Mães Paralisia cerebral |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo, de natureza qualitativa, teve como principal objetivo caracterizar as dificuldades e as vivências diárias de mães com filhos portadores de Paralisia Cerebral. Assim, verificámos como é que as vivências e as dificuldades das mães foram mudando ao longo dos ciclos de vida dos filhos (e.g. do nascimento à primeira infância, idade escolar, adolescência e adultez), e se ao longo dos ciclos de vida os apoios que as mães tiveram foram ao encontro das dificuldades sentidas, compreendendo quais as perceções das mães acerca dos apoios e/ou falta deles, ao longo dos ciclos de vida dos filhos. Participaram 8 mães de jovens adultos com Paralisia Cerebral, com filhos com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos. Foi utilizada a metodologia histórias de vida apoiada em entrevistas semi-estruturadas e longas. De acordo com os resultados, constatou-se que face ao diagnóstico de deficiência, quer as mães, quer os pais, experienciam reações emocionais e afetivas negativas. Verificámos também que os filhos com Paralisia Cerebral exigem mais disponibilidade de tempo por parte das mães, o que as leva a sentir uma elevada sobrecarga sento também referida uma participação passiva dos pais em relação ao dia-a-dia dos filhos. Quanto às necessidades sentidas pelas mães ao longo dos ciclos de vida dos filhos, verificam-se necessidades de informação perante o diagnóstico, de apoio pessoal e de respostas técnicas por parte dos estabelecimentos de ensino regular. Os resultados apontam ainda para fortes preocupações relativas ao futuro e à guarda dos jovens. As mães referiram também a existência de experiências positivas de participação social dos jovens e outras menos positivas de participação profissional dos mesmos. |
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