Publicação
Prevalência de sem-abrigo ao longo da vida e atitudes face aos sem abrigo em Portugal
| Resumo: | O presente estudo resulta da colaboração do Núcleo de Psicologia Comunitária do Instituto Superior de Psicologia Aplicada com o Research Group on Homelessness and Poverty (Wayne State University, Detroit, E.U.A.) numa investigação transnacional sobre a opinião pública acerca dos sem-abrigo e a prevalência da situação de sem-abrigo ao longo da vida. Pretende aceder à opinião pública portuguesa, isto é, às atitudes e conhecimentos, da população portuguesa sobre as pessoas sem-abrigo; estimar a prevalência de população que já esteve em situação de sem-abrigo em algum momento da sua vida; confirmar o modelo de atitudes identificado nos estudos de opinião pública realizados nos E.U.A. com a mesma metodologia; e identificar quais as características que podem distinguir a população com diferentes atitudes face aos sem-abrigo. O instrumento - "A Perspectiva da População sobre as Pessoas Sem-Abrigo: Estudo em Portugal" - foi aplicado por telefone a uma amostra da população portuguesa gerada aleatoriamente, e composta por um total de 200 pessoas contactadas para telefones fixos. A confirmação do Modelo de Atitudes revelou a existência dos seguintes factores de atitudes: Compaixão Geral, Restrições aos Direitos Públicos, Confiança nas Pessoas Sem-abrigo, Isolamento Social, Pessoas de Rua, Habitações/Serviços Necessários, Factores Económicos como Causa e Factores Pessoais como Causa. Constatou-se a influência de algumas características demográficas dos participantes sobre os factores de atitudes: a variável Sexo revelou efeito significativo sobre a Compaixão Geral e as Restrições aos Direitos Públicos; a Idade sobre a Confiança; o Grau de Escolaridade sobre a Confiança e o Isolamento Social; e o Rendimento Familiar sobre o Isolamento Social. A opinião pública revelou-se geralmente compreensiva face ao problema dos sem-abrigo, e relativamente bem informada em relação às pessoas em situação de sem-abrigo literal. A estimação da prevalência de sem-abrigo ao longo da vida revelou uma prevalência global de 6.5% e literal de 2%. |
|---|---|
| Autores principais: | Miguel, Marta Cristina Trindade |
| Assunto: | Psicologia comunitária Atitudes Sem-abrigo Opinião pública Exclusão social Instrumentos Community psychology Attitudes Homelessness Public opinion Social exclusion Instruments |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo resulta da colaboração do Núcleo de Psicologia Comunitária do Instituto Superior de Psicologia Aplicada com o Research Group on Homelessness and Poverty (Wayne State University, Detroit, E.U.A.) numa investigação transnacional sobre a opinião pública acerca dos sem-abrigo e a prevalência da situação de sem-abrigo ao longo da vida. Pretende aceder à opinião pública portuguesa, isto é, às atitudes e conhecimentos, da população portuguesa sobre as pessoas sem-abrigo; estimar a prevalência de população que já esteve em situação de sem-abrigo em algum momento da sua vida; confirmar o modelo de atitudes identificado nos estudos de opinião pública realizados nos E.U.A. com a mesma metodologia; e identificar quais as características que podem distinguir a população com diferentes atitudes face aos sem-abrigo. O instrumento - "A Perspectiva da População sobre as Pessoas Sem-Abrigo: Estudo em Portugal" - foi aplicado por telefone a uma amostra da população portuguesa gerada aleatoriamente, e composta por um total de 200 pessoas contactadas para telefones fixos. A confirmação do Modelo de Atitudes revelou a existência dos seguintes factores de atitudes: Compaixão Geral, Restrições aos Direitos Públicos, Confiança nas Pessoas Sem-abrigo, Isolamento Social, Pessoas de Rua, Habitações/Serviços Necessários, Factores Económicos como Causa e Factores Pessoais como Causa. Constatou-se a influência de algumas características demográficas dos participantes sobre os factores de atitudes: a variável Sexo revelou efeito significativo sobre a Compaixão Geral e as Restrições aos Direitos Públicos; a Idade sobre a Confiança; o Grau de Escolaridade sobre a Confiança e o Isolamento Social; e o Rendimento Familiar sobre o Isolamento Social. A opinião pública revelou-se geralmente compreensiva face ao problema dos sem-abrigo, e relativamente bem informada em relação às pessoas em situação de sem-abrigo literal. A estimação da prevalência de sem-abrigo ao longo da vida revelou uma prevalência global de 6.5% e literal de 2%. |
|---|