Publicação

O objecto transicional – Uma meta-análise do conceito e uma revisão da literatura

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O Objecto Transicional, conceito inicialmente criado por Winnicott, funda a expressão da distinção entre o Eu e o não-Eu, entre subjectivo e o objectivamente percepcionado, percursor do teste da realidade e da permanência do objecto. Auxiliar no treino nas diferentes fases da individuaçãoseparação, o seu uso pressupõe a aquisição da posição depressiva e da função simbólica, assentando na internalização de um bom objecto interno, por sua vez ancorada na relação consistente com uma mãe-ambiente contentora e suficientemente boa. O Objecto Transicional representa simultaneamente a relação da díade mãe-bebé, a mãe exterior mediada pela mãe internalizada, a própria criança e as funções maternas, contentoras da angústia, cuja internalização o normal desenvolvimento pressupõe. O Objecto Transicional contém igualmente a identificação com o olhar materno e o seu discurso, nos quais está reflectida, em espelho, a própria criança, permitindo à criança nomear e ser nomeada, assumindo-se como significado e significante, posicionando-se num espaço relacional face ao ambiente que a contém e de onde parte em actividades exploratórias cada vez mais amplas.
Autores principais:Simão, António Luís Corado
Assunto:Objecto transicional Fenómeno transicional Espátula Função de espelho Transitional object Transitional phenomenon Spatula Wooden reel Mirror function
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O Objecto Transicional, conceito inicialmente criado por Winnicott, funda a expressão da distinção entre o Eu e o não-Eu, entre subjectivo e o objectivamente percepcionado, percursor do teste da realidade e da permanência do objecto. Auxiliar no treino nas diferentes fases da individuaçãoseparação, o seu uso pressupõe a aquisição da posição depressiva e da função simbólica, assentando na internalização de um bom objecto interno, por sua vez ancorada na relação consistente com uma mãe-ambiente contentora e suficientemente boa. O Objecto Transicional representa simultaneamente a relação da díade mãe-bebé, a mãe exterior mediada pela mãe internalizada, a própria criança e as funções maternas, contentoras da angústia, cuja internalização o normal desenvolvimento pressupõe. O Objecto Transicional contém igualmente a identificação com o olhar materno e o seu discurso, nos quais está reflectida, em espelho, a própria criança, permitindo à criança nomear e ser nomeada, assumindo-se como significado e significante, posicionando-se num espaço relacional face ao ambiente que a contém e de onde parte em actividades exploratórias cada vez mais amplas.