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Do individual para o coletivo – Estudo de caso de uma experiência promotora de trabalho colaborativo docente

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As rápidas transformações sociais, politicas e económicas ocorridas no mundo ocidental exigem dos professores respostas adaptativas a um quotidiano cada vez mais mutável, exigente e global. Esta conjuntura aponta para a necessidade da adoção de modalidades de trabalho diferentes do tradicional modelo individualista. Apesar dos benefícios atribuídos ao trabalho colaborativo em termos de crescimento profissional dos professores e consequente melhoria da qualidade do ensino, continua a verificar-se uma forte resistência à adoção de novos modelos de trabalho entre pares. No entanto, ainda que lentamente há casos de escolas e agrupamentos onde esta tendência tem sido contrariada. O presente artigo centra-se num estudo de caso de uma Escola 2,3/S do distrito de Setúbal, caracterizada pela implementação, por parte do órgão de gestão, de um conjunto de medidas destinadas a promover o trabalho colaborativo entre os docentes. Constituiu objetivo geral do estudo compreender o impacto das medidas promotoras do modelo de trabalho colaborativo nas relações pessoais e nas dinâmicas profissionais dos professores, com base nas perceções dos inquiridos relativamente às dinâmicas emergentes e aos fatores facilitadores ou constrangedores do processo de implementação do novo modelo de trabalho. Face à natureza e objetivos do estudo, foi adotada uma metodologia mista através da conjugação de dados qualitativos e quantitativos, envolvendo os docentes dos diversos grupos de recrutamento da Escola em análise. Os resultados do estudo sugerem que a transição da cultura de trabalho individualista para uma cultura de trabalho colaborativo requer a existência de uma fase intermédia de conexão conducente a uma cultura profissional de integração e colaboração plena.
Autores principais:Jorge, José Reis
Outros Autores:Laranjo, Mário
Assunto:Culturas profissionais docentes Trabalho colaborativo Desenvolvimento profissional
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:As rápidas transformações sociais, politicas e económicas ocorridas no mundo ocidental exigem dos professores respostas adaptativas a um quotidiano cada vez mais mutável, exigente e global. Esta conjuntura aponta para a necessidade da adoção de modalidades de trabalho diferentes do tradicional modelo individualista. Apesar dos benefícios atribuídos ao trabalho colaborativo em termos de crescimento profissional dos professores e consequente melhoria da qualidade do ensino, continua a verificar-se uma forte resistência à adoção de novos modelos de trabalho entre pares. No entanto, ainda que lentamente há casos de escolas e agrupamentos onde esta tendência tem sido contrariada. O presente artigo centra-se num estudo de caso de uma Escola 2,3/S do distrito de Setúbal, caracterizada pela implementação, por parte do órgão de gestão, de um conjunto de medidas destinadas a promover o trabalho colaborativo entre os docentes. Constituiu objetivo geral do estudo compreender o impacto das medidas promotoras do modelo de trabalho colaborativo nas relações pessoais e nas dinâmicas profissionais dos professores, com base nas perceções dos inquiridos relativamente às dinâmicas emergentes e aos fatores facilitadores ou constrangedores do processo de implementação do novo modelo de trabalho. Face à natureza e objetivos do estudo, foi adotada uma metodologia mista através da conjugação de dados qualitativos e quantitativos, envolvendo os docentes dos diversos grupos de recrutamento da Escola em análise. Os resultados do estudo sugerem que a transição da cultura de trabalho individualista para uma cultura de trabalho colaborativo requer a existência de uma fase intermédia de conexão conducente a uma cultura profissional de integração e colaboração plena.