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Perceção de risco em contexto de casais que sofrem de obesidade/ excesso de peso

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A obesidade foi declarada como a epidemia do século XXI, estando associada a várias doenças não transmissíveis. As perceções de risco ligadas à saúde podem ser um motivo para uma mudança de comportamento. Estar num relacionamento pode tornar-se num fator positivo para a adoção de comportamentos saudáveis tendo em conta que os casais podem partilhar refeições em conjunto, tal como o estilo de comunicação que os casais adotam terá influência nos resultados conjuntos do casal. O objetivo deste estudo foi analisar se a perceção de risco influência a frequência de discussão entre casais com excesso de peso e obesidade. A amostra final foi composta por 37 casais. Utilizou-se o site Restructure Dyadic Data para converter os dados de uma estrutura individual para uma estrutura de díade, com os dados convertidos, analisou-se o efeito da Perceção de Risco do Próprio e do Parceiro através do modelo APIM. Não se observaram diferenças significativas relativamente à frequência de discussão entre homens e mulheres acerca de temas relacionados com a perda de peso. Na análise do efeito ator e parceiro, relativamente à perceção de risco do próprio e do/a parceiro/a comparando homens e mulheres, não se observaram diferenças significativas. Ainda que exista uma vasta literatura acerca de obesidade e excesso de peso, o foco é maioritariamente no indivíduo e não no casal, daí a importância de continuar a desenvolver estudos nesta linha de investigação. Conclui-se, assim, que a perceção de risco não tem influência na frequência de discussão do casal.
Autores principais:Dourado, Leonor Dias
Assunto:Obesidade Excesso de peso Casal Perceção de risco Frequência de discussão Obesity Overweight Couple Risk perception Frequency of discussion
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A obesidade foi declarada como a epidemia do século XXI, estando associada a várias doenças não transmissíveis. As perceções de risco ligadas à saúde podem ser um motivo para uma mudança de comportamento. Estar num relacionamento pode tornar-se num fator positivo para a adoção de comportamentos saudáveis tendo em conta que os casais podem partilhar refeições em conjunto, tal como o estilo de comunicação que os casais adotam terá influência nos resultados conjuntos do casal. O objetivo deste estudo foi analisar se a perceção de risco influência a frequência de discussão entre casais com excesso de peso e obesidade. A amostra final foi composta por 37 casais. Utilizou-se o site Restructure Dyadic Data para converter os dados de uma estrutura individual para uma estrutura de díade, com os dados convertidos, analisou-se o efeito da Perceção de Risco do Próprio e do Parceiro através do modelo APIM. Não se observaram diferenças significativas relativamente à frequência de discussão entre homens e mulheres acerca de temas relacionados com a perda de peso. Na análise do efeito ator e parceiro, relativamente à perceção de risco do próprio e do/a parceiro/a comparando homens e mulheres, não se observaram diferenças significativas. Ainda que exista uma vasta literatura acerca de obesidade e excesso de peso, o foco é maioritariamente no indivíduo e não no casal, daí a importância de continuar a desenvolver estudos nesta linha de investigação. Conclui-se, assim, que a perceção de risco não tem influência na frequência de discussão do casal.