Publicação
Relação entre as práticas de avaliação formativa dos professores e a autorregulação dos alunos, do 2º e 3º Ciclo, na aprendizagem da Matemática
| Resumo: | O presente estudo pretende analisar de que forma a avaliação formativa e a autorregulação da aprendizagem na aprendizagem da matemática se relacionam com o sexo e o ano de escolaridade dos alunos, bem como explorar a relação existente entre estas duas variáveis principais. Para tal, foi escolhido um método de recolha de dados comparativo e correlacional. Para a avaliação dos conceitos a serem trabalhados, foram desenvolvidas duas escalas, uma da avaliação formativa e outra da autorregulação, sendo que estes instrumentos foram aplicados a 625 alunos do 6º, 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Quanto às dimensões da avaliação formativa os resultados revelaram não existir diferenças entre rapazes e raparigas, mas observaram-se diferenças entre anos de escolaridade: os alunos do 6.º ano percecionaram mais práticas de Feedback e Envolvimento, enquanto os do 9.º ano valorizaram mais o Planeamento e a Monitorização. Relativamente à autorregulação da aprendizagem, os alunos destacaram usar mais estratégias comportamentais, enquanto a dimensão Motivacional Controlada apresentou valores mais baixos. As raparigas revelaram níveis ligeiramente mais elevados de autorregulação, e não se observaram diferenças significativas entre anos de escolaridade, exceto na dimensão Motivacional Controlada, que diminuiu à medida que o nível escolar aumentava. Por fim, constataram-se correlações significativas, positivas, entre a perceção das práticas de avaliação formativa e as estratégias de autorregulação, sugerindo que a avaliação formativa pode favorecer o desenvolvimento da autorregulação dos alunos na aprendizagem da matemática e vice-versa. |
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| Autores principais: | Neuparth, Guilherme Maria Tavares Sottomayor |
| Assunto: | Avaliação Formativa Aprendizagem Autorregulada Feedback Formative Assessment Self-Regulated Learning Feedback |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo pretende analisar de que forma a avaliação formativa e a autorregulação da aprendizagem na aprendizagem da matemática se relacionam com o sexo e o ano de escolaridade dos alunos, bem como explorar a relação existente entre estas duas variáveis principais. Para tal, foi escolhido um método de recolha de dados comparativo e correlacional. Para a avaliação dos conceitos a serem trabalhados, foram desenvolvidas duas escalas, uma da avaliação formativa e outra da autorregulação, sendo que estes instrumentos foram aplicados a 625 alunos do 6º, 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Quanto às dimensões da avaliação formativa os resultados revelaram não existir diferenças entre rapazes e raparigas, mas observaram-se diferenças entre anos de escolaridade: os alunos do 6.º ano percecionaram mais práticas de Feedback e Envolvimento, enquanto os do 9.º ano valorizaram mais o Planeamento e a Monitorização. Relativamente à autorregulação da aprendizagem, os alunos destacaram usar mais estratégias comportamentais, enquanto a dimensão Motivacional Controlada apresentou valores mais baixos. As raparigas revelaram níveis ligeiramente mais elevados de autorregulação, e não se observaram diferenças significativas entre anos de escolaridade, exceto na dimensão Motivacional Controlada, que diminuiu à medida que o nível escolar aumentava. Por fim, constataram-se correlações significativas, positivas, entre a perceção das práticas de avaliação formativa e as estratégias de autorregulação, sugerindo que a avaliação formativa pode favorecer o desenvolvimento da autorregulação dos alunos na aprendizagem da matemática e vice-versa. |
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