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Transgeracionalidade das ACEs e o impacto nas dinâmicas relacionais dos filhos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo investiga a transgeracional das Experiências Adversas na Infância (ACEs) e o impacto destas nas dinâmicas relacionais dos filhos adultos. Embora a literatura existente enfatize consistentemente os efeitos das ACEs no comportamento e na saúde mental, ainda existe uma lacuna significativa na compreensão de como os indivíduos que foram criados sob a influência das ACEs regulam suas emoções e percebem suas dinâmicas relacionais. Especificamente, esta pesquisa investiga se os jovens adultos que vivenciaram ACEs continuam padrões de comportamento observados durante a infância e desenvolvem estratégias de regulação emocional inadequadas que podem influenciar as suas interações com os outros. Para abordar essa lacuna de conhecimento, o estudo examinou as experiências de 98 jovens adultos com idades entre 18 e 25 anos e 28 pais desses jovens adultos com idades entre 44 e 63 anos. Os participantes completaram escalas de autorrelato, incluindo medidas de ACEs, regulação emocional e avaliações das dinâmicas de relacionamento. Os resultados indicam uma associação significativa entre o abuso dos pais e o abuso dos filhos (r = .604, p <.001), negligência dos filhos (r = .375, p < .05) e ambientes familiares disfuncionais (r = .382, p < .05). Além disso, tanto a supressão emocional (r = .22, p < .05) quanto a reavaliação cognitiva (r = .21, p < .05) se associaram a melhor dinâmicas relacionais. Quando considerado o papel das ACEs dos filhos e da sua regulação emocional enquanto fatores explicativos das dinâmicas familiares, é a experiência de abuso que emerge como fator significativo na explicação dessa associação. Esses resultados têm implicações importantes para aplicações práticas, destacando a importância de compreender as ACEs e o papel da regulação emocional na melhoria dos relacionamentos de jovens adultos que vivenciaram ACEs durante a sua infância.
Autores principais:Cano, Maria Melo Palma Soto
Assunto:Transgeracionalidade das ACEs Experiências Adversas na Infância Regulação Emocional Dinâmica relacional dos Filhos (jovens) Transgenerational ACEs Adverse Childhood Experiences Emotional Regulation Children's Relational Dynamics
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Este estudo investiga a transgeracional das Experiências Adversas na Infância (ACEs) e o impacto destas nas dinâmicas relacionais dos filhos adultos. Embora a literatura existente enfatize consistentemente os efeitos das ACEs no comportamento e na saúde mental, ainda existe uma lacuna significativa na compreensão de como os indivíduos que foram criados sob a influência das ACEs regulam suas emoções e percebem suas dinâmicas relacionais. Especificamente, esta pesquisa investiga se os jovens adultos que vivenciaram ACEs continuam padrões de comportamento observados durante a infância e desenvolvem estratégias de regulação emocional inadequadas que podem influenciar as suas interações com os outros. Para abordar essa lacuna de conhecimento, o estudo examinou as experiências de 98 jovens adultos com idades entre 18 e 25 anos e 28 pais desses jovens adultos com idades entre 44 e 63 anos. Os participantes completaram escalas de autorrelato, incluindo medidas de ACEs, regulação emocional e avaliações das dinâmicas de relacionamento. Os resultados indicam uma associação significativa entre o abuso dos pais e o abuso dos filhos (r = .604, p <.001), negligência dos filhos (r = .375, p < .05) e ambientes familiares disfuncionais (r = .382, p < .05). Além disso, tanto a supressão emocional (r = .22, p < .05) quanto a reavaliação cognitiva (r = .21, p < .05) se associaram a melhor dinâmicas relacionais. Quando considerado o papel das ACEs dos filhos e da sua regulação emocional enquanto fatores explicativos das dinâmicas familiares, é a experiência de abuso que emerge como fator significativo na explicação dessa associação. Esses resultados têm implicações importantes para aplicações práticas, destacando a importância de compreender as ACEs e o papel da regulação emocional na melhoria dos relacionamentos de jovens adultos que vivenciaram ACEs durante a sua infância.