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Violência doméstica e imagos parentais em raparigas pré-adolescentes

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com este trabalho pretende-se tecer uma reflexão sobre a influência da violência no desenvolvimento de pré-adolescentes sendo que se dará especial ênfase à representação da imago materna e paterna. Propõe-se comparar pré-adolescentes que estiveram expostos a violência doméstica com os que não estiveram, procurando verificar diferenças nas representações das imagos parentais. Para realizar este estudo utilizou-se uma amostra de 10 sujeitos do sexo feminino recolhidas no Instituto da Sãozinha, um lar para crianças e jovens, aplicando-se o teste projectivo T.A.T, e outros 10 sujeitos na Escola Secundária de D.Dinis. Este estudo permitiu retirar as seguintes conclusões: as raparigas que se encontraram não expostas à violência doméstica desenvolvem, positivamente a imago materna e paterna, comparativamente às que foram expostas a tal situação. Estas apresentam identificações materna e paterna distorcidas, no sentido em que revelam imagos maternas insuficientes e imagos paternas agressoras, ou ainda figuras de referência substitutas. A dificuldade em evocar relações nos sujeitos expostos a violência doméstica, é iminente, que diferem dos sujeitos não expostos, que por sua vez conseguem razoávelmente evocar relações, ou até mesmo identificarem-se a uma das imagos.
Autores principais:Correia, Cátia Gomes
Assunto:Familia Imago materna e paterna Violência doméstica Pré-adolescentes Family Parental imago Domestic violence Pre-adolescents
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Com este trabalho pretende-se tecer uma reflexão sobre a influência da violência no desenvolvimento de pré-adolescentes sendo que se dará especial ênfase à representação da imago materna e paterna. Propõe-se comparar pré-adolescentes que estiveram expostos a violência doméstica com os que não estiveram, procurando verificar diferenças nas representações das imagos parentais. Para realizar este estudo utilizou-se uma amostra de 10 sujeitos do sexo feminino recolhidas no Instituto da Sãozinha, um lar para crianças e jovens, aplicando-se o teste projectivo T.A.T, e outros 10 sujeitos na Escola Secundária de D.Dinis. Este estudo permitiu retirar as seguintes conclusões: as raparigas que se encontraram não expostas à violência doméstica desenvolvem, positivamente a imago materna e paterna, comparativamente às que foram expostas a tal situação. Estas apresentam identificações materna e paterna distorcidas, no sentido em que revelam imagos maternas insuficientes e imagos paternas agressoras, ou ainda figuras de referência substitutas. A dificuldade em evocar relações nos sujeitos expostos a violência doméstica, é iminente, que diferem dos sujeitos não expostos, que por sua vez conseguem razoávelmente evocar relações, ou até mesmo identificarem-se a uma das imagos.