Publicação
Agressividade e retraimento social na adolescência: Relações com a vinculação, regulação emocional e depressão
| Resumo: | Este estudo tem como objetivo compreender de que forma a segurança percebida na relação com as figuras parentais e as estratégias de regulação emocional adotadas, influenciam a agressividade e o retraimento social em adolescentes, bem como a sua relação com a sintomatologia depressiva. Foi utilizada uma amostra parcial de um projeto de investigação financiado pela FCT, constituída por 52 adolescentes do 7º, 8º e 9º ano de escolaridade, dos quais 23 são do sexo feminino e 29 do sexo masculino. De forma a estudar as variáveis, foram utilizados como instrumentos o Extended Class Play (ECP), o Kerns Security Scale (KSS), o Emotional Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA) e o Children's Depression Inventory (CDI). Foi realizada uma análise de variância multivariada, de forma a analisar os efeitos do Sexo (masculino e feminino) e do tipo de Grupo (retraídos não-agressivos, retraídos agressivos, controlo e agressivos não-retraídos). Os resultados revelam que uma maior segurança na relação de vinculação com as figuras parentais está associada a menores níveis de agressividade. Em contrapartida, jovens com uma relação de vinculação insegura e dificuldades em regular as emoções, principalmente aqueles que recorrem a estratégias de supressão emocional, tendem a desenvolver mais sintomas depressivos. Observou-se também que os participantes do grupo retraídos agressivos se encontram numa situação de maior risco, uma vez que tendem, não só, a internalizar as emoções, o que leva ao retraimento social, como também, a externalizá-las, nomeadamente através de comportamentos agressivos. |
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| Autores principais: | Marques, Inês Carvalho Gomes |
| Assunto: | Agressividade Retraimento social Vinculação Regulação emocional Depressão Adolescência Aggressiveness Social withdrawal Attachment Emotional regulation Depression Adolescence |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo tem como objetivo compreender de que forma a segurança percebida na relação com as figuras parentais e as estratégias de regulação emocional adotadas, influenciam a agressividade e o retraimento social em adolescentes, bem como a sua relação com a sintomatologia depressiva. Foi utilizada uma amostra parcial de um projeto de investigação financiado pela FCT, constituída por 52 adolescentes do 7º, 8º e 9º ano de escolaridade, dos quais 23 são do sexo feminino e 29 do sexo masculino. De forma a estudar as variáveis, foram utilizados como instrumentos o Extended Class Play (ECP), o Kerns Security Scale (KSS), o Emotional Regulation Questionnaire for Children and Adolescents (ERQ-CA) e o Children's Depression Inventory (CDI). Foi realizada uma análise de variância multivariada, de forma a analisar os efeitos do Sexo (masculino e feminino) e do tipo de Grupo (retraídos não-agressivos, retraídos agressivos, controlo e agressivos não-retraídos). Os resultados revelam que uma maior segurança na relação de vinculação com as figuras parentais está associada a menores níveis de agressividade. Em contrapartida, jovens com uma relação de vinculação insegura e dificuldades em regular as emoções, principalmente aqueles que recorrem a estratégias de supressão emocional, tendem a desenvolver mais sintomas depressivos. Observou-se também que os participantes do grupo retraídos agressivos se encontram numa situação de maior risco, uma vez que tendem, não só, a internalizar as emoções, o que leva ao retraimento social, como também, a externalizá-las, nomeadamente através de comportamentos agressivos. |
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