Publicação

Raciocínio dedutivo na depressão

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho visou investigar o raciocínio na depressão. A tarefa utilizada para avaliar o desempenho dos sujeitos, foi elaborada a partir de silogismos lineares que envolviam inferências transitivas com valência positiva, neutra ou negativa. A amostra foi recolhida entre pacientes da consulta externa de Psicologia de um hospital geral e entre funcionários de estabelecimentos da mesma zona. Com base nos scores obtidos através da avaliação do grau de depressão (BDI-II) e do grau de ansiedade (STAI-Y) a amostra foi dividida entre sujeitos com depressão moderada/grave e sujeitos com ausência de depressão. A hipótese geral era de que os sujeitos deprimidos deviam ser mais precisos que os "normais" (entenda-se, com ausência de depressão) para a informação negativa, enquanto os sujeitos normais deviam mostrar maior precisão face à informação positiva. Com base nos resultados, é possível afirmar que estes vão de acordo com o preconizado nas hipóteses, já que se confirma a existência de um enviesamento positivo para os sujeitos não deprimidos e, embora o enviesamento negativo não se confirme para os sujeitos deprimidos, o facto de não apresentarem também um enviesamento positivo, corrobora a hipótese geral do estudo. Pensa-se, que existem fortes probabilidades dos sujeitos deprimidos apresentarem esse enviesamento negativo, caso o estudo seja realizado com uma amostra de maior dimensão.
Autores principais:Henriques, Andreia Sofia Pereira
Assunto:Raciocínio dedutivo Depressão Silogismos Deductive reasoning Depression Syllogisms
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O presente trabalho visou investigar o raciocínio na depressão. A tarefa utilizada para avaliar o desempenho dos sujeitos, foi elaborada a partir de silogismos lineares que envolviam inferências transitivas com valência positiva, neutra ou negativa. A amostra foi recolhida entre pacientes da consulta externa de Psicologia de um hospital geral e entre funcionários de estabelecimentos da mesma zona. Com base nos scores obtidos através da avaliação do grau de depressão (BDI-II) e do grau de ansiedade (STAI-Y) a amostra foi dividida entre sujeitos com depressão moderada/grave e sujeitos com ausência de depressão. A hipótese geral era de que os sujeitos deprimidos deviam ser mais precisos que os "normais" (entenda-se, com ausência de depressão) para a informação negativa, enquanto os sujeitos normais deviam mostrar maior precisão face à informação positiva. Com base nos resultados, é possível afirmar que estes vão de acordo com o preconizado nas hipóteses, já que se confirma a existência de um enviesamento positivo para os sujeitos não deprimidos e, embora o enviesamento negativo não se confirme para os sujeitos deprimidos, o facto de não apresentarem também um enviesamento positivo, corrobora a hipótese geral do estudo. Pensa-se, que existem fortes probabilidades dos sujeitos deprimidos apresentarem esse enviesamento negativo, caso o estudo seja realizado com uma amostra de maior dimensão.