Publicação
Auto-conceito e vinculação na criança cigana
| Resumo: | Estudos de vários autores sugerem que o self e as suas características individuais estão directamente ligados às relações estabelecidas com a figura de vinculação. Segundo Bowlby (1973/1984), a criança quando nasce conhece o mundo pelos contactos que estabelece com a figura cuidadora. Esta relação faz com que a criança se sinta mais ou menos valorizadas, sendo estes sentimentos incorporados no self. Este é considerado por alguns autores como sendo composto por imagens acerca do que pensamos que somos, do que pensamos que conseguimos realizar, do que pensamos que os outros pensam de nós e também de como gostaríamos de ser. (Burns, 1979) Deste modo, julgamos importante perceber se uma cultura poderá influenciar a relação que existe entre self e representação da vinculação, sabendo que, a identidade de uma pessoa é influenciada pela cultura que a rodeia, e que segundo alguns autores, que a torna o que ela é. (Moscovici, 1984). Para aferir o auto-conceito utilizámos a escala “Como é que eu sou” (Alves Martins, Peixoto, Mata & Monteiro, 1995) e para aceder a vinculação, o Desenho infantil da família (Santos e Veríssimo, 2001). Ambos foram aplicados a 30 crianças ciganas com idades compreendidas entre os 7 e os 10 anos. Os resultados obtidos demonstram que a cultura desta etnia parece não alterar de forma significativa a relação entre qualidade da vinculação e autoconceito, tendo-se verificado que as crianças seguras descrevem-se de uma forma mais positiva ao nível das suas capacidades escolares, ao nível da sua aparência física e auto-estima global. |
|---|---|
| Autores principais: | Brito, Carla Virginia Nobre De |
| Assunto: | Auto-conceito Qualidade da vinculação Desenho infantil da família Ciganos Self-concept Quality of attachment Family drawing Gypsies |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Estudos de vários autores sugerem que o self e as suas características individuais estão directamente ligados às relações estabelecidas com a figura de vinculação. Segundo Bowlby (1973/1984), a criança quando nasce conhece o mundo pelos contactos que estabelece com a figura cuidadora. Esta relação faz com que a criança se sinta mais ou menos valorizadas, sendo estes sentimentos incorporados no self. Este é considerado por alguns autores como sendo composto por imagens acerca do que pensamos que somos, do que pensamos que conseguimos realizar, do que pensamos que os outros pensam de nós e também de como gostaríamos de ser. (Burns, 1979) Deste modo, julgamos importante perceber se uma cultura poderá influenciar a relação que existe entre self e representação da vinculação, sabendo que, a identidade de uma pessoa é influenciada pela cultura que a rodeia, e que segundo alguns autores, que a torna o que ela é. (Moscovici, 1984). Para aferir o auto-conceito utilizámos a escala “Como é que eu sou” (Alves Martins, Peixoto, Mata & Monteiro, 1995) e para aceder a vinculação, o Desenho infantil da família (Santos e Veríssimo, 2001). Ambos foram aplicados a 30 crianças ciganas com idades compreendidas entre os 7 e os 10 anos. Os resultados obtidos demonstram que a cultura desta etnia parece não alterar de forma significativa a relação entre qualidade da vinculação e autoconceito, tendo-se verificado que as crianças seguras descrevem-se de uma forma mais positiva ao nível das suas capacidades escolares, ao nível da sua aparência física e auto-estima global. |
|---|