Publicação
Tempo e forma de comunicação da morte de um ente querido: Ajustamento psicológico ao luto
| Resumo: | A perda de um ente querido é um evento emocionalmente impactante. A maioria das pessoas reajusta-se de forma adaptativa, no entanto, uma minoria significativa desenvolve Perturbação de Luto Prolongado (PLP), caracterizada por sintomas intensos e persistentes. O risco de PLP está frequentemente ligado à falta de preparação para a morte, que inclui variáveis como o tempo de sensibilização e de consciência sobre o prognóstico do ente querido, e à forma como a notícia é comunicada, mas a literatura carece de padronização sobre esses aspetos. Este estudo investiga a relação entre o tempo e a comunicação da morte e o ajustamento psicológico ao luto em pessoas que perderam um ente querido nos últimos cinco anos. É um estudo misto convergente, com uma amostra quantitativa de 242 participantes, recolhida online via Qualtrics, e uma amostra qualitativa de 16 participantes. Os dados quantitativos foram obtidos por meio de um questionário sociodemográfico e da escala PG-13-R para PLP, enquanto as entrevistas semiestruturadas avaliaram o impacto subjetivo da comunicação no ajustamento ao luto. A maioria das mortes ocorreu por doença em hospital, associadas a uma maior prevalência de sintomas de PLP. A comunicação foi feita predominantemente por familiares e por telefone, destacando a importância do suporte emocional. Uma abordagem empática na comunicação da notícia pode reduzir o risco de PLP e facilitar o ajustamento. Emergiram duas temáticas principais: o ajustamento ao luto e o impacto da comunicação da morte. Estudos futuros devem focar-se na capacitação de profissionais e no envolvimento de familiares na comunicação. |
|---|---|
| Autores principais: | Costa, Joana Inês Germano |
| Assunto: | Luto Perturbação de luto prolongado Perda de um ente querido Preparação para a morte Notificação da morte Grief Prolonged grief disorder Loss of a loved one Preparation to death Death notification |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A perda de um ente querido é um evento emocionalmente impactante. A maioria das pessoas reajusta-se de forma adaptativa, no entanto, uma minoria significativa desenvolve Perturbação de Luto Prolongado (PLP), caracterizada por sintomas intensos e persistentes. O risco de PLP está frequentemente ligado à falta de preparação para a morte, que inclui variáveis como o tempo de sensibilização e de consciência sobre o prognóstico do ente querido, e à forma como a notícia é comunicada, mas a literatura carece de padronização sobre esses aspetos. Este estudo investiga a relação entre o tempo e a comunicação da morte e o ajustamento psicológico ao luto em pessoas que perderam um ente querido nos últimos cinco anos. É um estudo misto convergente, com uma amostra quantitativa de 242 participantes, recolhida online via Qualtrics, e uma amostra qualitativa de 16 participantes. Os dados quantitativos foram obtidos por meio de um questionário sociodemográfico e da escala PG-13-R para PLP, enquanto as entrevistas semiestruturadas avaliaram o impacto subjetivo da comunicação no ajustamento ao luto. A maioria das mortes ocorreu por doença em hospital, associadas a uma maior prevalência de sintomas de PLP. A comunicação foi feita predominantemente por familiares e por telefone, destacando a importância do suporte emocional. Uma abordagem empática na comunicação da notícia pode reduzir o risco de PLP e facilitar o ajustamento. Emergiram duas temáticas principais: o ajustamento ao luto e o impacto da comunicação da morte. Estudos futuros devem focar-se na capacitação de profissionais e no envolvimento de familiares na comunicação. |
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