Publicação

Occurrence and distribution of Phocoena Phocoena in the Tagus Estuary, Portugal

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Entre as décadas de 1950 e 1970, os avistamentos de botos tornaram-se cada vez mais escassos ao longo da costa portuguesa. Desde março de 2022, o Observatório Golfinhos no Tejo tem vindo a recolher informação acerca da distribuição espáciotemporal e comportamento de três espécies de cetáceos avistados no Estuário do Tejo, incluindo o boto (Phocoena phocoena). Para investigar a ocorrência e utilização de habitat no baixo Tejo, foram recolhidos dados de avistamentos de botos a partir da torre VTS em Algés, Lisboa. Voluntários treinados utilizaram um protocolo visual para monitorizar a área de estudo de junho de 2023 a junho de 2024. Grupos de botos foram avistados em 6,2 horas num total de 606,73 horas de monitorização. As maiores taxas de avistamentos ocorreram no final do verão, em agosto, setembro e outubro, contudo não se verificaram diferenças significativas entre estações as estações do ano (H(3)=1,1296, p>0,05) e nem entre meses (H(11)=15,058, p>0,05). Comparações relativas à utilização do habitat revelaram diferenças significativas (H(4)=9,812, p<0,05) entre as diferentes secções da área de estudos, com os setores 6SO e 4S (Dunn post hoc p<0,05) e 6SO e 6S (Dunn post hoc p<0,05) diferindo significativamente. Esses resultados oferecem uma visão importante sobre a ocorrência e as preferências de habitat do boto no estuário do Tejo. Contudo, são necessários estudos adicionais para melhor compreender o uso do habitat e estabelecer estratégias eficazes de conservação.
Autores principais:Jacinto, Beatriz Rei Carvalheiro de Almeida
Assunto:Boto Estuário do Tejo Distribuição espácio-temporal Phocoena phocoena Conservação Harbor porpoises Tagus estuary Spatial-temporal distribution Phocoena phocoena Conservation
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Entre as décadas de 1950 e 1970, os avistamentos de botos tornaram-se cada vez mais escassos ao longo da costa portuguesa. Desde março de 2022, o Observatório Golfinhos no Tejo tem vindo a recolher informação acerca da distribuição espáciotemporal e comportamento de três espécies de cetáceos avistados no Estuário do Tejo, incluindo o boto (Phocoena phocoena). Para investigar a ocorrência e utilização de habitat no baixo Tejo, foram recolhidos dados de avistamentos de botos a partir da torre VTS em Algés, Lisboa. Voluntários treinados utilizaram um protocolo visual para monitorizar a área de estudo de junho de 2023 a junho de 2024. Grupos de botos foram avistados em 6,2 horas num total de 606,73 horas de monitorização. As maiores taxas de avistamentos ocorreram no final do verão, em agosto, setembro e outubro, contudo não se verificaram diferenças significativas entre estações as estações do ano (H(3)=1,1296, p>0,05) e nem entre meses (H(11)=15,058, p>0,05). Comparações relativas à utilização do habitat revelaram diferenças significativas (H(4)=9,812, p<0,05) entre as diferentes secções da área de estudos, com os setores 6SO e 4S (Dunn post hoc p<0,05) e 6SO e 6S (Dunn post hoc p<0,05) diferindo significativamente. Esses resultados oferecem uma visão importante sobre a ocorrência e as preferências de habitat do boto no estuário do Tejo. Contudo, são necessários estudos adicionais para melhor compreender o uso do habitat e estabelecer estratégias eficazes de conservação.