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Atitudes dos profissionais de saúde portugueses na psicoterapia assistida por MDMA

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A psicoterapia assistida por MDMA encontra-se legalizada, por prescrição médica, na Austrália para a perturbação de stress pós-traumático e está em fase III de testes nos EUA, com uma possível flexibilização das leis na Europa num futuro próximo. Deste modo, é fundamental que os profissionais de saúde mental se mantenham atualizados para fornecerem informações atualizadas e rigorosas aos seus pacientes. Neste sentido, este estudo exploratório transversal teve como objetivo principal avaliar as perceções e conhecimentos dos profissionais de saúde mental portugueses acerca da psicoterapia assistida por MDMA. Aplicou-se um inquérito online respondido por 166 participantes (M Idade = 38 anos; DP = 11,51; 67,3% mulheres). Dos participantes, 27% demonstraram bons conhecimentos sobre o tema, 59% mostraram-se favoráveis à sua utilização com os seus pacientes e 57% apoiaram a legalização para fins médicos, sendo considerado um tratamento promissor por 54% dos indivíduos. Adicionalmente, verificou-se que o género masculino apresentou maior conhecimento sobre a temática (p = .009), e os participantes que já experienciaram psicadélicos revelaram atitudes mais positivas. Por sua vez, os psicólogos manifestaram maior apreensão quanto à falta de profissionais especializados (p = .016), e não se registaram diferenças significativas nas perceções em função da idade. Este estudo identificou que, apesar das atitudes ambivalentes dos profissionais de saúde mental portugueses sobre o uso de MDMA em psicoterapia, muitos mostraram interesse na formação baseada em evidências científicas. As preocupações dos profissionais derivam do desconhecimento factual sobre os efeitos da substância, e a indecisão de vários participantes reforça a necessidade de mais formação na área da ciência psicadélica.
Autores principais:Rodrigues, Beatriz de Almeida Graça Zoio
Assunto:Psicoterapia psicadélica MDMA Atitudes e conhecimentos Profissionais de saúde mental Psychedelic psychotherapy Attitudes and knowledge Mental health professionals
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A psicoterapia assistida por MDMA encontra-se legalizada, por prescrição médica, na Austrália para a perturbação de stress pós-traumático e está em fase III de testes nos EUA, com uma possível flexibilização das leis na Europa num futuro próximo. Deste modo, é fundamental que os profissionais de saúde mental se mantenham atualizados para fornecerem informações atualizadas e rigorosas aos seus pacientes. Neste sentido, este estudo exploratório transversal teve como objetivo principal avaliar as perceções e conhecimentos dos profissionais de saúde mental portugueses acerca da psicoterapia assistida por MDMA. Aplicou-se um inquérito online respondido por 166 participantes (M Idade = 38 anos; DP = 11,51; 67,3% mulheres). Dos participantes, 27% demonstraram bons conhecimentos sobre o tema, 59% mostraram-se favoráveis à sua utilização com os seus pacientes e 57% apoiaram a legalização para fins médicos, sendo considerado um tratamento promissor por 54% dos indivíduos. Adicionalmente, verificou-se que o género masculino apresentou maior conhecimento sobre a temática (p = .009), e os participantes que já experienciaram psicadélicos revelaram atitudes mais positivas. Por sua vez, os psicólogos manifestaram maior apreensão quanto à falta de profissionais especializados (p = .016), e não se registaram diferenças significativas nas perceções em função da idade. Este estudo identificou que, apesar das atitudes ambivalentes dos profissionais de saúde mental portugueses sobre o uso de MDMA em psicoterapia, muitos mostraram interesse na formação baseada em evidências científicas. As preocupações dos profissionais derivam do desconhecimento factual sobre os efeitos da substância, e a indecisão de vários participantes reforça a necessidade de mais formação na área da ciência psicadélica.