Publicação
A desumanização da doença mental e a adesão às crenças de continuidade
| Resumo: | Recentemente, verificou-se que a violação de normas sociais, nomeadamente através de comportamentos não-civilizados, se reflete na menor atribuição de características unicamente humanas. Por acréscimo, um considerável número de estudos aponta para a desumanização de pessoas com rótulo de doença mental (DM), no entanto com variações segundo o tipo de perturbação. A adesão às crenças de continuidade (CC), um conceito recente, difere também segundo a patologia em questão e tende a refletir-se na menor estigmatização das pessoas com DM. Assim, coloca-se a hipótese de que determinado sujeito-alvo com perturbação, ao exibir comportamentos ambiguamente animalistas, será desumanizado, havendo diferenças consoante a perturbação associada. Por outro lado, espera-se encontrar diferenças na adesão às crenças de continuidade e que estas se reflitam numa menor desumanização do alvo. Com vista a análise das hipóteses, procedeu-se à manipulação experimental, através de três vinhetas (depressão versus esquizofrenia versus sem perturbação). Obteve-se uma amostra de 220 participantes, que desumanizou o sujeito-alvo, mas sem diferenças significativas dependendo do rótulo. Por outro lado, verificou-se uma adesão moderada às crenças de continuidade, no entanto, sem diferenças significativas entre esquizofrenia e a depressão. Observou-se uma relação entre a atribuição de características humanas e a adesão às CC. Estes resultados foram discutidos com base na literatura sobre transgressão de normas sociais, a desumanização da doença mental, a familiaridade com a doença mental e sua relação com a desumanização, os estereótipos de género e a adesão às crenças de continuidade |
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| Autores principais: | Santos, Bárbara Alves Pinto dos |
| Assunto: | Doença mental Desumanização Crenças de continuidade Violação de normas sociais. Mental illness Dehumanization Continuum beliefs Violation of social norms |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Recentemente, verificou-se que a violação de normas sociais, nomeadamente através de comportamentos não-civilizados, se reflete na menor atribuição de características unicamente humanas. Por acréscimo, um considerável número de estudos aponta para a desumanização de pessoas com rótulo de doença mental (DM), no entanto com variações segundo o tipo de perturbação. A adesão às crenças de continuidade (CC), um conceito recente, difere também segundo a patologia em questão e tende a refletir-se na menor estigmatização das pessoas com DM. Assim, coloca-se a hipótese de que determinado sujeito-alvo com perturbação, ao exibir comportamentos ambiguamente animalistas, será desumanizado, havendo diferenças consoante a perturbação associada. Por outro lado, espera-se encontrar diferenças na adesão às crenças de continuidade e que estas se reflitam numa menor desumanização do alvo. Com vista a análise das hipóteses, procedeu-se à manipulação experimental, através de três vinhetas (depressão versus esquizofrenia versus sem perturbação). Obteve-se uma amostra de 220 participantes, que desumanizou o sujeito-alvo, mas sem diferenças significativas dependendo do rótulo. Por outro lado, verificou-se uma adesão moderada às crenças de continuidade, no entanto, sem diferenças significativas entre esquizofrenia e a depressão. Observou-se uma relação entre a atribuição de características humanas e a adesão às CC. Estes resultados foram discutidos com base na literatura sobre transgressão de normas sociais, a desumanização da doença mental, a familiaridade com a doença mental e sua relação com a desumanização, os estereótipos de género e a adesão às crenças de continuidade |
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